Com investimento de R$ 2,4 bi, complexo solar entra em operação em Minas

Com aporte bilionário e geração de 23 mil empregos, o Complexo Solar Draco em Arinos (MG) inicia operação comercial, consolidando a expansão da energia fotovoltaica no Brasil através do Novo PAC.

A matriz energética brasileira deu um passo estratégico rumo à sustentabilidade com a entrada em operação comercial do Complexo Solar Draco, localizado no município de Arinos, no Noroeste mineiro. O novo complexo solar em Minas representa um salto na capacidade de geração renovável do país, consolidando a região como um polo de inovação energética.

Com um investimento total de R$ 2,4 bilhões, o empreendimento já começou a injetar energia limpa no Sistema Interligado Nacional (SIN), reforçando a segurança elétrica em um momento de expansão da demanda.

Expansão energética com o complexo solar em Minas

O cronograma de ativação do projeto Draco segue em ritmo acelerado. Desde o início de janeiro, nove das 11 usinas que compõem o conjunto já estão em plena atividade. Para os próximos meses, a expectativa é de conclusão total: as duas unidades remanescentes devem iniciar a comercialização de energia a partir de abril.

Em termos técnicos, a magnitude do projeto impressiona. O complexo reúne 462 unidades geradoras, que totalizam uma potência instalada de 505 MW. Esse volume de geração é fruto de um planejamento robusto que coloca o estado mineiro na vanguarda da transição energética brasileira.

Impacto socioeconômico e o selo do Novo PAC

Mais do que gerar eletricidade, o complexo solar em Minas funcionou como um motor de desenvolvimento regional. Chancelado como parte integrante do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o projeto Draco foi responsável por uma movimentação intensa no mercado de trabalho. Durante o pico das obras, foram gerados aproximadamente 23,2 mil postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos, injetando renda e qualificação na mão de obra local.

A infraestrutura de escoamento também recebeu atenção especial. Para conectar a produção ao consumidor final, foi construída uma subestação coletora e uma linha de transmissão em 500 kV. Com cerca de 16 quilômetros de extensão, essa linha interliga o complexo à Subestação Arinos 2, garantindo estabilidade e eficiência no transporte da energia gerada.

O avanço do Projeto Assú Sol

Enquanto o Sudeste celebra o sucesso em Arinos, o Nordeste brasileiro também registra marcos históricos na mesma fonte. No Rio Grande do Norte, o complexo fotovoltaico Assú Sol atingiu 100% de sua capacidade operacional. Com um aporte ainda maior, de R$ 3,3 bilhões, o ativo localizado em Assú possui 895 MW de potência instalada.

Diferente do Draco, o projeto potiguar tem um foco agressivo no mercado livre de energia, com capacidade para abastecer uma cidade de 850 mil habitantes. O empreendimento ocupa uma área de 2.344 hectares e conta com 1,5 milhão de módulos fotovoltaicos, provando que a corrida pelo sol é uma realidade consolidada de Norte a Sul do Brasil.

Escrito por Compre Rural

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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