Sustentabilidade no futebol passa a ganhar cada vez mais espaço entre as equipes e estádios brasileiros. Confira os detalhes
Cada vez mais, a pauta da sustentabilidade ganha espaço no futebol brasileiro. Clubes, administradores e empresas proprietárias de arenas vêm tratando o tema não só como discurso, mas como parte da gestão e das operações em dias de jogo.
Isso inclui desde decisões estruturais, como modernizações que reduzem o consumo de energia, melhoram a eficiência de iluminação e climatização e incorporam sistemas de captação e reuso de água, até iniciativas práticas e visíveis para o torcedor, como coleta seletiva, reciclagem de embalagens e ações para diminuir o volume de resíduos gerados nas arquibancadas e áreas de alimentação.
Na prática, a lógica é simples, já que usar melhor os recursos naturais, cortar desperdícios e transformar a experiência do evento esportivo em uma operação mais responsável é vantajoso e deixa um legado que vai além dos 90 minutos.
Enquanto o futebol se reinventa fora das quatro linhas, ações verdes ganham apoio de casas de apostas e começam a fazer parte da cultura de clubes e arenas comprometidas com a sustentabilidade. Jogue com responsabilidade.
Exemplos de estádios que adotam práticas sustentáveis
Algumas arenas brasileiras já avançaram para padrões reconhecidos internacionalmente, usando certificações como a LEED para orientar reformas e a operação do dia a dia. Além disso, a preocupação com a grama, a flora e a fauna ao redor dos estádios é crescente.
Um exemplo é o Beira-Rio, do Internacional, já que, após as obras de modernização, o estádio conquistou a certificação LEED Silver e passou a incorporar soluções típicas de construção sustentável, como melhorias de eficiência e um sistema estruturado de reuso de água, medidas que reduzem impactos ambientais e também custos operacionais.
Outro caso de destaque é o Allianz Parque, do Palmeiras (WTorre). A arena afirma atender aos requisitos da certificação LEED e descreve um conjunto de iniciativas voltadas à eficiência e ao controle do consumo de recursos, como ventilação natural, automação de sistemas e metas relacionadas à redução de resíduos, incluindo compromissos do tipo “lixo zero”.
Gestão de resíduos e reciclagem nos dias de jogo
Um “atalho” de alto impacto em estádios é atacar primeiro o que é mais visível e volumoso, como copos, embalagens, coleta seletiva e destinação. Alguns estádios já realizam ações em dias de jogo, como:
- Heriberto Hülse (Criciúma) + patrocinadora: o projeto Recicla Junto (com a Cristalcopo) organiza a coleta e o encaminhamento para reciclagem do lixo gerado em jogos; reportagens apontam resultados expressivos e o modelo é frequentemente citado como referência de parceria entre clube e patrocinador para economia circular.
- Nilton Santos (Botafogo): segundo a Exame, o estádio e os clubes reportaram volumes relevantes de recicláveis em 2024, associados a um relatório de sustentabilidade.
- Hospitalidade em estádios/arenas (Morumbis, Allianz Parque etc.): iniciativas para eliminar copos plásticos e substituir por canecas reutilizáveis ou recicláveis também vêm aparecendo como “padrão” em operações de camarotes.
Iniciativas de clubes em energia solar
A energia solar vem se consolidando como uma das portas de entrada mais diretas para a sustentabilidade no futebol, porque combina redução de emissões com economia financeira.
O Juventude, por exemplo, é citado como um caso de investimento em placas solares, com impacto prático no orçamento, gerando a própria energia e contribuindo para diminuir o gasto mensal com eletricidade.
Outras iniciativas semelhantes vêm ganhando espaço no futebol brasileiro, seja em centros de treinamento, sedes administrativas ou áreas do estádio, normalmente buscando o mesmo objetivo, que é gerar parte da energia consumida no dia a dia e transformar o investimento em infraestrutura em economia recorrente.
Debates e políticas públicas sobre meio ambiente e futebol
Nos últimos meses, dois movimentos passaram a chamar atenção por envolverem autoridades, especialistas e organizações esportivas em torno de uma agenda ambiental mais estruturada no esporte.
O primeiro é o Seminário Agenda Verde no Esporte, promovido pelo Ministério do Esporte. O evento foi concebido para aproximar esporte, sustentabilidade e ação climática, reunindo gestores, pesquisadores, sociedade civil e representantes do governo para discutir boas práticas e caminhos de políticas públicas integradas, com conexão explícita ao contexto de mobilização em torno da COP30.
O segundo movimento envolve a COP30 e o lançamento do programa CBF Impacta. Durante a conferência, a CBF apresentou uma iniciativa organizada em eixos ESG, com ambição de avançar em direção à neutralidade de carbono, além de incorporar uma agenda de economia circular aplicada às competições.
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