O ano de 2023 foi marcado por eventos climáticos extremos pelo país, mas a meteorologia alerta para a primeira semana de janeiro, com chuvas que devem atingir 200 mm nesta semana; Veja previsão do tempo para o país
O ano passado foi marcado por condições climáticas extremas tanto no Brasil quanto globalmente, impulsionadas pelo El Niño mais intenso desde 2015-2016, fenômeno que continua forte no início de 2024. Com um 2023 caracterizado por altas temperaturas globais e eventos climáticos severos e extremos, levanta-se a questão sobre como será o clima em 2024. O planeta experimentou um aquecimento rápido no ano passado. Veja a previsão do tempo em janeiro.
A Terra registrou seu ano mais quente em 125 mil anos, um fato sem precedentes na história humana, que deverá ser confirmado em breve por várias agências meteorológicas. Este recorde de calor, que surpreendeu os cientistas, foi resultado da combinação do El Niño com as mudanças climáticas, acelerando o aquecimento global.
A situação extrema afetou de forma intensa importantes regiões produtoras de alimentos. Agora, segundo os especialistas, para os próximos 15 dias, a tendência é de período chuvoso em praticamente todas as áreas produtoras de soja. O destaque da previsão do tempo em janeiro vai para o Centro-Oeste e o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
“O mês de janeiro começará com o fenômeno El Niño ao redor do seu pico no Oceano Pacífico Equatorial, o que não se traduz em seu máximo impacto. A primeira semana de janeiro terá temperatura predominantemente agradável com tempo menos quente do que o habitual na maioria dos dias no Rio Grande do Sul, mas a partir da segunda semana se espera calor mais intenso e com maior risco de temporais de verão no estado gaúcho”, apontou o MetSul.
Veja como fica o tempo na primeira semana de janeiro de 2024 nas diversas regiões do Brasil:
Região Sul
Caracterizada por um clima típico de verão, as áreas do Sul experimentarão calor durante o dia com temperaturas máximas próximas a 30 ºC, seguidas de pancadas de chuva no final do dia. A maior quantidade de chuva, alcançando até 70 mm em cinco dias, é esperada na região nordeste do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no centro-sul do Paraná. No norte do Paraná, espera-se menos de 10 mm de chuva, o que pode causar estresse hídrico nas lavouras de primeira safra.
Região Sudeste
Influenciada pela Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) a partir de terça-feira, espera-se chuvas volumosas no Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-norte de Minas Gerais, com acumulados de até 150 mm. Em São Paulo, as chuvas se concentrarão no litoral e no extremo norte do estado, com cerca de 60 mm de precipitação, enquanto o interior paulista pode receber menos de 15 mm.
Região Centro-Oeste
Também afetada pela ZCAS, a região terá chuvas significativas, especialmente em Mato Grosso e Goiás, com precipitações de até 200 mm em cinco dias. Em Mato Grosso do Sul, as chuvas se concentrarão no sudoeste e no extremo norte do estado, com um total semanal de cerca de 100 mm. A região leste deve receber menos de 20 mm.
Região Nordeste
A chuva aguardada chegará finalmente, com a ZCAS trazendo precipitações volumosas de até 120 mm em cinco dias para a Bahia, centro-sul do Maranhão e Piauí, melhorando a situação de déficit hídrico para os produtores.
Região Norte
A ZCAS trará chuvas intensas de até 150 mm no Tocantins e centro-sul do Pará. Em Rondônia, a previsão é de cerca de 60 mm de chuva na semana, enquanto o sul do Acre, norte do Amazonas e Roraima devem receber menos de 15 mm.
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