Produtores chineses aceleram aquisições de soja do Brasil com preços competitivos e oferta elevada, reduzindo espaço para o produto dos Estados Unidos no mercado asiático.
A China deve priorizar a importação de soja do Brasil ao longo do primeiro semestre, especialmente entre março e junho, período em que a oleaginosa brasileira chega ao mercado internacional em maior volume e com preços mais atrativos. O movimento tende a reduzir a participação da soja dos Estados Unidos nesse intervalo, mantendo a América do Sul como principal fornecedora do grão para o país asiático.
Com o avanço da colheita no Brasil, processadores privados chineses já vêm fechando contratos para embarques a partir do início do ano. A maior disponibilidade do produto brasileiro no mercado global pressiona os preços e favorece novas negociações, reforçando a competitividade do grão nacional frente aos concorrentes.
Além da questão da oferta, fatores comerciais também pesam na decisão dos compradores chineses. A soja brasileira entra na China com tarifa de importação menor do que a soja norte-americana, o que amplia a vantagem do Brasil, sobretudo para empresas privadas, mais sensíveis aos custos.
A expectativa é que os Estados Unidos ganhem mais espaço apenas no segundo semestre, quando sua safra passa a ser exportada em maior escala. Ainda assim, analistas avaliam que o Brasil seguirá como fornecedor estratégico para a China, sustentado por volume, preços competitivos e logística já consolidada.
Mesmo que o governo chinês realize compras pontuais de soja dos Estados Unidos por meio de empresas estatais, o mercado indica que a preferência pela soja brasileira deve permanecer forte no primeiro semestre.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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