Ocorrido neste domingo (22), desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, no Rio Tocantins, causou uma série de impactos. Consumo de água deve ser evitado!
O desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, no Rio Tocantins, ocorrido neste domingo (22), causou uma série de impactos ambientais, sociais e estruturais que mobilizam autoridades dos estados do Tocantins e Maranhão. O acidente, que derrubou dez veículos no rio, incluindo caminhões carregados com produtos químicos perigosos como ácido sulfúrico e defensivos agrícolas, representa um grave risco à saúde pública e ao meio ambiente.
O vão central da ponte, com 533 metros de extensão, cedeu, derrubando pelo menos 10 veículos, dos quais quatro caminhões, três veículos de passeio e três motocicletas. Segundo a Defesa Civil de Estreito, até o momento, 16 pessoas estão desaparecidas. Uma morreu e uma segue hospitalizada. Dos veículos, um caminhão carregava mais de 70 toneladas de ácido sulfúrico e, outro, mais de 20 toneladas de defensivos agrícolas.
Alerta para o consumo e uso de água
As secretarias de Meio Ambiente e Defesa Civil dos dois estados emitiram um alerta urgente para a população evitar consumo, contato e banho nas águas do Rio Tocantins, especialmente nos municípios próximos à área do acidente. O ácido sulfúrico, altamente corrosivo, e outros defensivos agrícolas podem contaminar a água, representando sérios riscos à saúde humana e à fauna aquática.
Os municípios mais afetados pelo alerta são:
Tocantins
• Aguiarnópolis
• Maurilândia do Tocantins
• Tocantinópolis
• São Miguel do Tocantins
• Praia Norte
• Carrasco Bonito
• Sampaio
• Itaguatins
• São Sebastião do Tocantins
• Esperantina
Maranhão
• Estreito
• Porto Franco
• Campestre
• Ribamar Fiquene
• Governador Edison Lobão
• Imperatriz
• Cidelândia
• Vila Nova dos Martírios
• São Pedro da Água Branca
A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) determinou a paralisação dos sistemas de captação, tratamento e produção de água em Imperatriz. Além disso, caminhões-pipa serão enviados para abastecer locais estratégicos, como unidades de saúde.
Impactos ambientais e busca por desaparecidos
Até o momento, 16 pessoas estão desaparecidas, uma foi encontrada morta e outra permanece hospitalizada. As buscas pelos desaparecidos foram suspensas temporariamente devido ao risco de contaminação para as equipes de resgate. Além disso, agentes do Ibama e do ICMBio estão monitorando possíveis impactos na qualidade da água, flora e fauna locais.
Especialistas alertam para o risco de contaminação dos peixes, que podem absorver os produtos químicos, aumentando os danos ao ecossistema e à segurança alimentar das comunidades ribeirinhas.
Medidas emergenciais
O governo federal decretou situação de emergência na região e destinou mais de R$ 100 milhões para a reconstrução da ponte e remoção dos escombros. Equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) estão no local avaliando os danos e planejando a recuperação da estrutura. Segundo o Ministro dos Transportes, Renan Filho, a reconstrução deve ser contratada ainda em 2024.
“Iremos reconstruir uma ponte com todos os itens de garantia de segurança. Este é um trabalho de alta prioridade para o governo”, destacou o ministro.
Além disso, equipes técnicas de ambos os estados, com apoio de outros órgãos, estão mobilizadas para monitorar a qualidade da água, conter a contaminação e remover os veículos submersos.
Prevenção e colaboração
A população das áreas afetadas foi orientada a economizar água e seguir as recomendações das autoridades. O alerta também reforça a necessidade de maior fiscalização no transporte de produtos químicos e na manutenção de infraestruturas críticas como pontes.
O desabamento da ponte expôs não apenas os riscos imediatos do acidente, mas também a vulnerabilidade das comunidades que dependem diretamente do Rio Tocantins para sua subsistência. A situação requer agilidade nas medidas de contenção e reconstrução, além de um planejamento mais eficaz para prevenir novos acidentes.
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