
A aquisição envolve cerca de 96 mil hectares de áreas arrendadas em três estados diferentes; compra da SLC Agrícola segue a estratégia de crescimento da SLC baseada em terras arrendadas
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a compra da Sierentz Agro Brasil pela SLC Agrícola, por meio de sua subsidiária SLC Agrícola Centro-Oeste. A decisão, publicada na terça-feira, 25, no Diário Oficial da União (DOU), autoriza a conclusão do negócio anunciado no início do mês por US$ 135 milhões.
A aquisição envolve cerca de 96 mil hectares de áreas arrendadas nos Estados do Maranhão, Piauí e Pará. Parte das terras, cerca de 33 mil hectares, será repassada à Terrus S.A., enquanto o restante será operado diretamente pela SLC a partir de 1º de julho. Com isso, a companhia projeta elevar sua área plantada para aproximadamente 850 mil hectares na safra 2025/26.
Segundo o parecer do Cade, “a operação não possui o condão de acarretar prejuízos ao ambiente concorrencial”, uma vez que as participações de mercado da SLC e da Sierentz são consideradas baixas. A análise levou em conta os segmentos de produção de grãos, sementes, criação de gado e caroço de algodão.
A compra segue a estratégia de crescimento da SLC baseada em terras arrendadas. Hoje, cerca de dois terços da área operada pela empresa já são cultivados sob este modelo. “Nosso modelo é formado por unidades produtivas independentes, o que nos dá flexibilidade para crescer sem perder controle sobre custos e produtividade”, afirmou o CEO, Aurélio Pavinato, durante apresentação a investidores após o anúncio da operação, em 7 de março.
O executivo disse ainda que a companhia não vê um limite operacional para a expansão, desde que haja retorno dentro dos parâmetros estabelecidos. “Cada fazenda é como uma fábrica, com equipes completas e suporte do time corporativo. Esse modelo nos dá segurança para seguir a expansão”, afirmou.
A integração das novas áreas será gradual. A produção inicial será focada em soja e milho, com entrada do algodão prevista a partir do terceiro ano, conforme a adaptação da infraestrutura. As fazendas adquiridas ficam próximas de unidades da SLC no Maranhão, o que deve gerar sinergias logísticas no beneficiamento da fibra.
O CFO, Ivo Brum, afirmou na ocasião que o retorno da transação está dentro do padrão da companhia, que busca uma taxa interna de retorno (TIR) de CDI + 5%. O pagamento será feito em três parcelas, com conclusão total até abril de 2027.
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