Com porte maior do que o do Toyota Hilux, nova picape BYD Shark chegará ao Brasil em 2024, vai de 0 a 100 em 5,7s e promete alcance de até 840 km no ciclo europeu; Usando apenas o motor a gasolina, as marcas ficam em 13,3 km/l. Porém, usando os motores elétricos, o consumo vai para incríveis 65 km/l
Abram alas para a nova picape híbrida do mercado, a BYD Shark. Autoesporte está na Cidade do México (México) para o lançamento global da caminhonete, que vem para concorrer no segmento das médias e tem como principal destaque o conjunto híbrido com consumo de até 65 km/l (no sempre otimista padrão chinês) e desempenho de rivais com motor V8.
No México, a Shark será vendida em duas versões: GL e GS. Os preços variam entre 899.980 e 969.800 pesos mexicanos, o equivalente a cerca de R$ 274 mil e R$ 295 mil em conversão direta, respectivamente. O lançamento no Brasil será entre setembro e outubro. Porém, por enquanto, não há preços e versões confirmadas para o nosso mercado.
Conjunto mecânico

A Shark usa uma plataforma chamada DMO Super Híbrida Off-road, uma espécie de evolução do sistema DM-i do Song Plus. Desta forma, promete bom desempenho também no fora de estrada para peitar rivais a diesel, como a líder Toyota Hilux, além de Ford Ranger e Chevrolet S10.
Para isso, a BYD Shark será equipada com um conjunto híbrido plug-in. Ou seja, que carrega em tomadas. A marca chinesa não informou a capacidade da bateria, mas disse que ela pode ser carregada de 30% a 80% em apenas 20 minutos em aparelhos rápidos a 40 kW.

O conjunto tem um motor 1.5 turbo de 192 cv (e não aspirado como nos modelos disponíveis no Brasil) e outros dois elétricos, um dianteiro de 228 cv e 31,6 kgfm e outro traseiro, de 201 cv e 34,7 kgfm. A potência total é de 430 cv. O torque combinado não foi revelado.
Picape BYD Shark é a mais rápida do Brasil
Para efeito de comparação, a picape mais potente do segmento médio, até então, era a esportiva Ranger Raptor. Com o motor 3.0 biturbo V6, a rival norte-americana oferta 397 cv de potência. Então, fica atrás da novata chinesa.
Seja como for, a BYD promete, além de uma direção robusta, um bom desempenho de aceleração. De acordo com o site mexicano da marca, a Shark consegue acelerar de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos. Na comparação com a Ranger Raptor, a marca é 0,1 s mais baixa.
Outro ponto que chama atenção na BYD Shark é a suspensão independente de braço duplo triangular na dianteira e na traseira. Algo incomum em picapes, que geralmente utilizam eixo traseiro rígido. Aliás, segundo a fabricante chinesa, o sistema de tração integral permite ajustar a distribuição de torque entre as rodas em milissegundos, combinando a potência dos motores elétricos dispostos um em cada eixo.
Até 65 km/l
Combinando o motor 1.5 turbo com um elétrico (as potências individuais não foram informadas), a BYD Shark promete autonomia total de 840 km no ciclo europeu. Já no modo elétrico, são 100 km com apenas uma recarga, seguindo a mesma metodologia. A capacidade das baterias Blade também não foram informadas. A marca, porém, afirmou que o pacote recebeu proteção elevada com um chassi de aço de alta resistência.
O melhor de tudo, porém, é o consumo de combustível. Usando apenas o motor a gasolina, as marcas ficam em 13,3 km/l. Até aí, nada muito surpreendente. Porém, usando os motores elétricos, o consumo vai para incríveis 65 km/l.
Mesmo com esse consumo arrebatador, a Shark tem alcance um pouco inferior ao das rivais a diesel. A Ranger V6, por exemplo, tem tanque de 80 litros e consumo rodoviário de 11,8 km/l. Assim, roda 944 km nessa situação. Vale lembrar, porém, que o custo do diesel é algumas vezes mais alto que o da energia elétrica. E também acima do litro da gasolina.
Maior que a Ranger
Um ponto que chama bastante atenção é o porto. A BYD Shark mede 5,46 metros de comprimento. Ou seja, quase 10 centímetros a mais que a Ranger, que mede 5,35 metros. No mais, a picape da BYD tem 1,97 m de largura e 3,26 m de entre-eixos. Enquanto na rival da Ford são 1,92 m e 3,27 m, respectivamente.
Já a capacidade de carga fica aquém das concorrentes a diesel. São 835 kg, contra cerca de 1 tonelada da maior parte das rivais. Falando de capacidade off-road, o ângulo de ataque é de 30° e o de saída é de 19,2°. Altura para o solo não foram revelados.

O visual, não por menos, é bastante quadradão. Traz linhas mais retas e com um capô alto, algo à lá Ford F-150. Os faróis de LED são conectados por uma peça iluminada que, segundo a BYD, remete à boca aberta de um tubarão (inspiração para o modelo).
Além disso, há o nome BYD estampado bem grande na grade frontal. Na traseira, as lanternas são conectadas e a tampa da caçamba traz o nome da marca em baixo relevo.

Tecnologia de sobra
No interior, a BYD Shark segue a mesma linha de outros veículos da marca. Desta forma, traz a central multimídia giratória de 12,8 polegadas e o painel de instrumentos 100% digital de 10,25”. Ademais, também oferta um head-up display.

Entretanto, o destaque está na lista de equipamentos, já que a caminhonete híbrida será equipada com um conjunto de câmeras que dá uma visão 540° com a promessa de auxiliar no off-road. “Combinando uma visão surround de 360° com uma visão de 180° da parte inferior do chassi”, explica a empresa.
A lista também inclui comando de voz, desde mudança nos modos de condução, configurações de ar-condicionado até o gerenciamento do carro via aplicativo da BYD. O modelo também adiciona a chave digital NFC, que permite acessar o veículo sem chave física, apenas com o smartphone.
Compre Rural com informações do Auto Esporte do G1
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