Impulsionado pelo valor nutricional e pelo preço mais acessível em comparação às carnes, o ovo ganhou espaço na alimentação dos brasileiros e colocou o país entre os maiores consumidores do mundo, com consumo próximo de 300 unidades por pessoa ao ano.
Os ovos estão entre os alimentos mais consumidos do mundo e fazem parte da alimentação diária de bilhões de pessoas. Versátil e presente em diferentes culturas gastronômicas, o alimento pode ser preparado de várias maneiras — cozido, frito, mexido, assado ou incorporado em inúmeras receitas — tornando-se um ingrediente fundamental tanto em refeições simples quanto em preparações mais elaboradas.
Além da praticidade no preparo, os ovos ganharam ainda mais relevância na dieta da população global por oferecerem alto valor nutricional aliado a um custo relativamente baixo, especialmente quando comparados a outras fontes de proteína animal. Esse cenário tem impulsionado o consumo em diversos países e ajudado a posicionar o alimento como uma alternativa importante para a segurança alimentar.
No Brasil, essa tendência se tornou ainda mais evidente nos últimos anos. O consumo de ovos tem crescido de forma consistente, refletindo mudanças no comportamento alimentar da população e maior valorização de alimentos nutritivos e acessíveis.
As projeções para 2025 e 2026 indicam que o Brasil ocupa atualmente a 7ª posição no ranking global de consumo de ovos, com uma média entre 288 e 290 unidades por habitante ao ano.
O número impressiona quando se observa a evolução recente. Em apenas uma década, o consumo de ovos no Brasil cresceu cerca de 50%, refletindo mudanças importantes no comportamento alimentar da população.
Segundo projeções baseadas em dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o consumo nacional deve continuar avançando. Para 2026, a expectativa é que o brasileiro consuma cerca de 306 a 307 ovos por pessoa ao ano, consolidando ainda mais o país entre os maiores consumidores do mundo.
Esse avanço ocorre em um momento em que o ovo passa a ser visto não apenas como um alimento básico, mas também como uma das proteínas com melhor relação custo-benefício disponível no mercado.
De acordo com estimativas internacionais para 2025 e 2026, os países com maior consumo de ovos por habitante são:
1º China — cerca de 385 ovos por pessoa/ano
2º México — aproximadamente 363 ovos por pessoa/ano
3º Indonésia — cerca de 340 ovos por pessoa/ano
4º Japão — aproximadamente 337 ovos por pessoa/ano
5º Argentina — cerca de 332 ovos por pessoa/ano
6º Paraguai — aproximadamente 298 ovos por pessoa/ano
7º Brasil — entre 288 e 290 ovos por pessoa/ano
8º Rússia — cerca de 288 ovos por pessoa/ano
9º Malásia — aproximadamente 281 ovos por pessoa/ano
10º Ucrânia — cerca de 260 ovos por pessoa/ano
Esse ranking evidencia uma tendência global: países com grande população ou com tradição no consumo de proteína animal mantêm níveis elevados de ingestão de ovos, especialmente devido ao seu valor nutricional.
O avanço no consumo também tem sido acompanhado por forte crescimento da produção nacional. A expectativa do setor é que o Brasil produza entre 65 e 66 bilhões de ovos em 2026, volume suficiente para atender o mercado interno e manter estabilidade na oferta.
A cadeia produtiva de ovos no país envolve milhares de produtores, granjas comerciais e empresas de genética avícola, formando um setor altamente tecnificado e com crescente eficiência produtiva.
Nos últimos anos, investimentos em nutrição animal, genética e biosseguridade permitiram aumentar a produtividade das aves e garantir maior regularidade na produção.
Especialistas apontam três fatores principais para a expansão do consumo no Brasil e no mundo.
O primeiro é o valor nutricional. O ovo é considerado um alimento completo, rico em proteínas de alta qualidade, vitaminas e minerais essenciais.
Outro fator determinante é a versatilidade culinária. O alimento pode ser consumido de diversas formas e faz parte de inúmeras receitas, desde pratos simples até preparações mais sofisticadas.
O terceiro ponto, e talvez o mais relevante no cenário atual, é o preço competitivo. Em um contexto de alta nos custos das carnes, o ovo se tornou uma alternativa acessível de proteína para milhões de consumidores.
Apesar do cenário positivo para o consumo e produção, o mercado internacional acompanha com atenção alguns fatores que podem impactar a cadeia produtiva.
Entre eles, a gripe aviária continua sendo apontada como um dos principais riscos para o setor, especialmente em países onde surtos podem reduzir a produção ou afetar exportações.
Mesmo assim, o Brasil mantém uma posição privilegiada no cenário global. O país é reconhecido por seu rigor sanitário e estrutura produtiva consolidada, fatores que contribuem para garantir estabilidade no abastecimento.
A expectativa de analistas e entidades do setor é que o consumo de ovos continue crescendo no Brasil ao longo da próxima década.
Mudanças no comportamento alimentar, maior busca por proteínas acessíveis e nutritivas, além do avanço da produção avícola, devem consolidar o ovo como um dos alimentos mais importantes na segurança alimentar global.
Se as projeções se confirmarem, o brasileiro poderá ultrapassar a marca de 300 ovos consumidos por pessoa por ano já em 2026, reforçando a posição do país entre os maiores consumidores do mundo.
No cenário atual da alimentação global, poucos alimentos conseguem reunir nutrição, acessibilidade e versatilidade da mesma forma que o ovo — um ingrediente simples que se tornou indispensável na mesa de bilhões de pessoas.
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