Bayer investe US$ 31,5 mi em centro de P&D no Canadá

O aporte tem como objetivo acelerar os ganhos genéticos com a commodity, proporcionando aos agricultores variedades com maior potencial produtivo e melhor desempenho agronômico.

São Paulo, 27 – A Bayer anunciou um investimento de cerca de US$ 31,5 milhões para a construção de um novo centro de inovação para canola no Canadá. A unidade, que será instalada em Winnipeg, na província de Manitoba, concentrará o desenvolvimento de sementes de canola, camelina e canola de inverno, com foco em integração de traços, processamento de sementes para testes de rendimento e análise de qualidade.

Segundo a companhia, o aporte tem como objetivo acelerar os ganhos genéticos com a commodity, proporcionando aos agricultores variedades com maior potencial produtivo e melhor desempenho agronômico. O chefe da divisão da Crop Science no Canadá, Antoine Bernet, afirmou que a estrutura permitirá expandir as opções de tolerância a herbicidas e controle de plantas daninhas, reforçando o compromisso de longo prazo com a cultura no país.

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O líder de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da divisão, Mike Graham, destacou que o investimento apoia o redesenho do programa de melhoramento da empresa, que passa a utilizar tecnologias de precisão de próxima geração. De acordo com o executivo, a nova infraestrutura impulsionará a resistência a doenças e a inovação tanto para a produção de alimentos quanto para o setor de biocombustíveis.

O cronograma prevê o início do projeto da instalação em 2026, com a expectativa de que o centro esteja operacional até o final de 2028. A operação consolidará parte das atividades de melhoramento, enquanto a unidade atual em Smartpark (Winnipeg) manterá fluxos de trabalho iniciais e o site de Carman focará em operações de campo como viveiro multi-culturas.

Retomada nas compras

O anúncio da multinacional alemã coincide com uma reviravolta diplomática e comercial favorável aos produtores canadenses. Importadores chineses garantiram a compra de até 10 carregamentos de canola do Canadá, totalizando cerca de 650 mil toneladas, logo após a visita do primeiro-ministro Mark Carney a Pequim no início deste mês. Os volumes, previstos para embarque entre fevereiro e abril, representam cerca de 26% do total importado pela China no ano passado e pretendem aliviar a escassez de oferta no gigante asiático.

A retomada dos fluxos comerciais é resultado de um acordo preliminar que envolve a redução de tarifas sobre veículos elétricos chineses em troca de impostos menores e flexibilização de restrições sobre a canola canadense. Esse movimento deve deslocar as exportações da Austrália, que haviam crescido significativamente após a imposição de direitos antidumping sobre o produto do Canadá em agosto do ano passado.

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