Azeite adulterado: Anvisa proíbe venda e determina retirada de lote do mercado

Agência sanitária detectou mistura de outros óleos vegetais em produto rotulado como extravirgem; medida de urgência atinge o lote 255001 da marca Royal e proíbe publicidade e consumo após descumprimento de fiscalização

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu uma resolução determinante nesta semana para retirar de circulação um azeite adulterado. Anvisa proibiu oficialmente a venda, a distribuição, a importação e até a propaganda do lote 255001 do azeite de oliva extravirgem da marca Royal.

A medida é uma resposta direta à identificação de fraudes que comprometem a integridade do produto fabricado pela empresa T. Globo Importação e Exportação Ltda.

Fraude confirmada pelo Ministério da Agricultura

A intervenção sanitária fundamentou-se em investigações técnicas conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Por meio de análises laboratoriais rigorosas, os especialistas identificaram que o produto rotulado como extravirgem não cumpria os requisitos de identidade e qualidade exigidos pela legislação brasileira.

O exame pericial revelou que o lote continha uma mistura de outros óleos vegetais, o que caracteriza fraude econômica e viola o direito do consumidor à informação clara. No agronegócio, essa prática é combatida com rigor, pois desvaloriza o mercado de óleos de oliva legítimos e prejudica a competitividade de produtores honestos.

Por que o azeite adulterado Anvisa continuava nas prateleiras?

Um fator agravante relatado pelas autoridades foi a persistência da comercialização do produto. Mesmo após as primeiras diretrizes de recolhimento emitidas pelos órgãos de fiscalização, o lote continuou sendo ofertado em pontos de venda. Diante disso, a Anvisa reforçou a proibição, estendendo o alerta para que os consumidores não utilizem o produto em suas residências.

A orientação para quem adquiriu o azeite adulterado Anvisa (lote 255001) é suspender o uso imediatamente. Estabelecimentos comerciais que ainda possuam unidades em estoque devem retirá-las das gôndolas sob pena de sanções administrativas e multas. A transparência e a segurança alimentar seguem como prioridades absolutas na regulação do setor de alimentos no país.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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