Segundo o ministro, Paulo Guedes, ao fim do pagamento das parcelas do auxílio o governo implementará um novo Bolsa Família, já reformulado.
BRASÍLIA (Reuters) – O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira que o governo deve estender a rodada de pagamentos do auxílio emergencial aos mais vulneráveis por mais “dois ou três meses”, com a expectativa de ganhar tempo para o avanço da vacinação contra a Covid-19.
“Possivelmente vamos estender agora o auxílio emergencial, mais dois ou três meses, porque a pandemia está aí”, afirmou Guedes em participação remota em um evento promovido pela Frente Parlamentar do Setor de Serviços.
“Os governadores estão dizendo que em dois ou três meses a população brasileira adulta vai estar toda vacinada, então nós vamos renovar por dois ou três meses.”
Segundo o ministro, ao fim do pagamento das parcelas do auxílio o governo implementará um novo Bolsa Família, já reformulado.
- O que aconteceu com a terra em MS? Citricultura injeta R$ 2,4 bilhões na nova fronteira agrícola
- Quedas chegam a 20% no mês; carne suína brasileira é a mais competitiva do mundo
- Bunge retoma produção da farinha Rosa Branca no PR para venda na Região Sul
- Transição climática em 2026 pode trazer riscos agrícolas e exige monitoramento, aponta StoneX
- Algodão: estratégias nutricionais no início da safra definem vigor, uniformidade e teto produtivo
O governo reeditou em abril o pagamento do auxílio emergencial, com a previsão inicial de pagamento de quatro parcelas de 250 reais. Na segunda-feira a Reuters já havia informado a intenção do governo de estender o auxílio por mais dois meses, até setembro deste ano. A medida será custeada por um crédito extraordinário de 12 bilhões de reais a ser enviado ao Congresso e outros 7 bilhões de reais que já estão disponíveis no orçamento autorizado para o programa.
“Logo depois, entra, então, o Bolsa Família, o novo Bolsa Família, já reforçado. Então eu diria que o Brasil está encontrando seu caminho”, defendeu, em alusão ao duplo compromisso do governo com a saúde da população e com o lado fiscal.
(Por Gabriel Ponte)
Fonte: Reuters