Entenda como a escolha entre protocolos ofensivos, defensivos e adaptativos pode blindar sua rentabilidade e garantir a perenidade das pastagens em cenários climáticos desafiadores.
No complexo tabuleiro da pecuária brasileira, a busca pela eficiência não permite lances por tentativa e erro. A transição climática, especialmente em regiões de fronteira como o semiárido mineiro, exige que o produtor responda a uma pergunta fundamental: Ataque, Defesa ou Adaptação: Qual o melhor jogo para a sua produtividade?
A resposta não é única e depende diretamente da capacidade de leitura do ambiente e da aplicação de protocolos técnicos rigorosos que garantam a sustentabilidade financeira e produtiva do sistema.
O Jogo da Defesa: Blindando o Semiárido
Em regiões onde o clima é o principal adversário, a estratégia defensiva é vital. O foco aqui é manter a produtividade na pecuária mesmo quando a chuva escasseia. Nestes locais, o desafio central é atravessar o período de transição entre a seca e as águas sem comprometer a estrutura do solo.
Segundo orientações técnicas da dsm-firmenich, o uso de protocolos defensivos envolve táticas como a vedação estratégica e a ensilagem de gramíneas resistentes, como o Andropogon. O objetivo é reduzir drasticamente a carga animal nas pastagens logo após as primeiras chuvas, permitindo que a gramínea se estabeleça vigorosamente antes de sofrer novo pastejo. Essa “retranca” técnica é o que sustenta as metas produtivas e as margens financeiras em anos difíceis.
Protocolos Ofensivos: Maximizando o Potencial das Águas
Quando o cenário muda para regiões com pluviosidade generosa, o produtor deve mudar a chave. Nos protocolos ofensivos, o objetivo é o incremento robusto da produção de forragem para acelerar a produtividade na pecuária.
- Exploração Agressiva: Aproveitamento máximo do rebrote rápido do capim.
- Gestão de Insumos: Uso estratégico de suplementação para acompanhar o ritmo metabólico do animal.
- Uso de Forragem: Intensificação para converter pasto em arrobas no menor tempo possível.
Neste cenário, ser ofensivo significa não deixar o potencial do clima ser desperdiçado. Não aproveitar uma chuva volumosa é, essencialmente, perder a oportunidade de elevar o patamar de lucratividade do ciclo.
Integração e Sinergia: O Protocolo Adaptativo
A terceira via surge com a integração entre lavoura e pecuária. Os protocolos adaptativos são desenhados para fazendas que buscam sistemas sinérgicos para elevar a produtividade na pecuária. Aqui, a agricultura e a pecuária trabalham em parceria, criando benefícios mútuos.
Dados de mercado indicam que sistemas adaptativos permitem maximizar as margens de lucro de ambas as atividades. A pecuária entra para aproveitar janelas de safra, gerando palhada e melhorando a biologia do solo para a cultura seguinte, enquanto usufrui de uma nutrição residual superior.
A Hora da Estruturação
A escolha do protocolo ideal é o que separa fazendas resilientes daquelas que ficam à mercê do tempo. Estruturar a fazenda estrategicamente significa montar sistemas complementares de volumosos para o final da seca, garantindo que a safra seguinte seja iniciada com vigor máximo. Para entender qual jogo trará os melhores resultados para o seu negócio, o suporte de uma consultoria especializada é o caminho mais seguro para a perenidade do sistema.
Escrito por Compre Rural
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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