Preços da arroba continuam a intensificar sua valorização com restrição na oferta de bovinos para abate; Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi comum ficou em R$ 250,00/@; Qual será o teto nos preços?
O mercado físico do boi gordo registrou preços mais altos nesta quarta-feira, dia 28, de acordo com as principais consultorias que avaliam o mercado diariamente. As ofertas de compra aumentaram e os relatos são de que o número de bovinos ofertados tem caído. Com isso, a dificuldade em concretizar suas negociações traz uma maior “disputa” pelo boi gordo, deixando o pecuarista em uma posição mais confortável nas mesas de negociações. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi comum ficou em R$ 250,00/@; Qual será o teto nos preços?
Até maio produtores tiveram de enviar para o abate muitas vacas e boiadas gordas por causa da perda de capacidade de suporte dos pastos, agora este estoque rareou. Desta forma, frigoríficos começam a subir as propostas de compra para completarem escalas em algumas regiões – principal fator de sustentação das valorizações da arroba -, apontou a Radar Investimentos em sua análise ao Broadcast.
Conforme informações da Consultoria Safras & Mercado, os frigoríficos seguem encontrando dificuldades na composição de suas escalas de abate. Na opinião dos analistas da consultoria, a dificuldade de ‘originação’ (compra de gado) deve sustentar mais algumas altas da arroba no curtíssimo prazo.
Nesta quarta-feira, as cotações dos animais terminados ficaram estáveis nas praças paulistas, após as altas observadas na terça-feira (27/6), segundo apuração dos analistas da Scot Consultoria. “As ofertas de compra aumentaram e os relatos são de que o número de bovinos ofertados tem caído”, informa a Scot.
Com isso, o boi paulista direcionado ao mercado interno segue negociado em R$ 250/@, enquanto a vaca e a novilhas são vendidas por R$ 212/@ e R$ 230/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), conforme as consultorias.
O grande destaque continua a ser o “Boi-China” – abatido mais jovem, com até 30 meses de idade – vale R$ 258/@ em São Paulo (preço bruto e a prazo) – portanto, apresenta um ágio de R$ 8/@ sobre o animal gordo “comum”. Mas negócios na casa dos R$ 260,00/@ já são registrados no estado. Neste contexto, os poucos movimentos de alta da arroba do boi gordo ainda ocorrem em regiões onde a presença dos exportadores exerce maior influência na dinâmica de compra de animais terminados.
Já o INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/B3, segue na contramão do mercado – como de costume em períodos como esses – fechando o dia de ontem com uma desvalorização de 2,25% na comparação diária, o que deixou a média do indicador cotada a R$ 252,20/@, conforme o gráfico abaixo. Mesmo assim, segundo os analistas, o preço segue acima dos R$ 250,00/@ na praça paulista.

A oferta de animais terminados é restrita em grande parte do país, conforme o esperado para esse período de transição entre a safra e a entressafra do boi gordo. A expectativa é de um mês de julho pouco ofertado, o que sugere para maior propensão a reajustes, em especial durante a primeira quinzena, período pautado por maior apelo ao consumo. No entanto, não há apelo para altas explosivas no mercado do boi gordo, salvo um fato novo relacionado à demanda, disse o analista Fernando Henrique Iglesias.
No mercado futuro, quase todos os contratos encerraram o dia em desvalorização, o destaque ficou para o contrato com vencimento para jun/23, que teve valorização de 0,63% no comparativo diário e ficou cotado em R$ 256,35/@, apontou a Agrifatto.
Na opinião dos analistas da consultoria, a dificuldade de ‘originação’ (compra de gado) deve sustentar mais algumas altas da arroba no curtíssimo prazo.
Em relação ao quadro de oferta de boiada nos meses restantes de 2023, o foco do mercado passa a ser direcionado à produção de animais terminados ao longo do segundo giro do confinamento, destaca a S&P Global.
“A queda nos preços dos grãos, sobretudo do milho, associado à desvalorização da boiada magra no mercado de reposição, trouxe algum ânimo ao setor de confinamento”, relata a consultoria.
Porém, tal condição veio tardiamente, observam os analistas. “Desta forma, criou-se uma enorme lacuna na oferta de animais terminados entre julho/23 e setembro/23, o que pode contribuir para uma maior sustentação nos preços do boi gordo”, observam os analistas.
Giro do boi gordo pelo Brasil
- Na capital de São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 250,00.
- Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 246,00.
- Em Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 209,00.
- Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 228,00 para a arroba do boi gordo.
- Em Uberaba (MG), a arroba teve preço de R$ 242,00.
Atacado
O mercado atacadista teve preços acomodados no dia. A expectativa ainda é de alguma alta ao longo da primeira quinzena de julho, considerando a entrada dos salários na economia, motivando a reposição ao longo da cadeia produtiva. Por sua vez, a situação das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, ainda é um relevante ponto de atenção, levando em conta a maior competitividade da referida proteína na comparação a carne bovina, assinalou Iglesias.
O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,15 por quilo. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 14,00 por quilo. A Ponta de agulha foi precificada a R$ 13,65 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,10%, sendo negociado a R$ 4,8500 para venda e a R$ 4,8480 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8130 e a máxima de R$ 4,8720.
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