O pecuarista segue com grande pressão de baixa nos preços da arroba por parte da indústria, mas ainda apresenta um patamar elevado de preços!
O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na maioria das praças de produção e comercialização do país no último dia no mês de abril, sexta-feira, 30. Os pecuaristas brasileiros enfrentaram uma maior pressão baixista por parte dos frigoríficos durante a última semana, mas preços seguem acima de R$ 310/@.
A oferta de animais terminados apresentou bons avanços na última semana de abril, justificando este comportamento. Porém, a abertura do mês e a melhora no consumo interno podem trazer avanços nas cotações, já que as indústrias seguem com “falsa” escala de abate confortável.
Já o Indicador do Cepea, apresentou valorização e saltou de R$ 301,05/@ para o patamar de R$ R$ 312,95/@, nos últimos 60 dias de levantamento dos preços. Apesar da desvalorização no último dia do mês, os preços seguem acima de R$ 310,00/@. A valorização do Indicador já passa de 60% nos últimos doze meses.
Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 311,30@, na sexta-feira (30/04), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 289,70/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 300,77/@.
O boi, vaca e novilha gordos estão apregoados em R$312,00/@, R$290,00/@ e R$303,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Para o bovino de até quatro dentes destinado à exportação, a cotação está em R$320,00/@, preço bruto e à vista, ágio de até R$15,00/@ em relação ao valor do boi com destino ao mercado comum.
Com as escalas praticamente completas na próxima semana, houve poucos negócios entre os compradores e vendedores nessa sexta-feira (30/4). As ofertas de compra abaixo do preço de referência por parte das indústrias continua, entretanto, com poucos negócios, travando o mercado no último dia da semana e do mês.
Escalas de abate
Semana de poucas novidades para o mercado físico de boi gordo. As indústrias seguiram o movimento de alongamento das programações de abate, o que parece ser um movimento generalizado nas principais praças pecuárias do país. Entretanto, ainda se observa uma oferta fraca de animais prontos para abate. Vale a ressalva que ainda há muitas indústrias sem operar ou em férias coletivas, o que “maquia” a real situação das escalas.
- Em São Paulo, as indústrias fecharam o dia com 10,0 dias úteis, ficando acima da média parcial anual que gira em torno de 6,0 dias úteis. A região paulista possui os cronogramas mais longos, dentre os analisados.
- A região goiana fica em segundo lugar do ranking, com 9,0 dias úteis, também acima da média parcial anual que gira em torno de 5,0 dias úteis.
- Minas Gerais encerrou a sexta-feira com 7,0 dias úteis, enquanto a média dos últimos doze meses orbita a faixa dos 5,0 dias úteis, ficando 2,0 dias acima.
- Por fim, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul encerraram a semana com 5,0 dias úteis, alinhados com a média parcial anual.
Preço do Boi Gordo
- Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi gordo ficou a R$ 311 ante R$ 312 na quinta-feira.
- Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 293 a arroba, contra R$ 295.
- Em Dourados (MS), a arroba foi indicada
- em R$ 301 ante R$ 300.
- Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 308, estável.
- Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 302 a arroba, ante R$ 305 na quinta.
Exportações
As exportações brasileiras de carne bovina in natura seguem aquecidas.
O fluxo de embarques no acumulado das quatro primeiras semanas de abril (15 dias úteis) foi de 7,10 mil toneladas/ dia, um desempenho 22,2% superior à média de abril de 2020.
“Até o momento, abril já apresenta o maior volume exportado dos primeiros meses de 2021 e, caso o ritmo seja mantido, será o maior volume histórico já embarcado para o mês”, observa a IHS.
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Atacado
No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajuste dos preços ao longo da primeira quinzena do mês, avaliando que além da entrada dos salários na economia também precisa ser considerado o tradicional repique de consumo provocado pelo Dia das Mães.
“Logicamente, o consumo será inferior se comparado a anos anteriores à pandemia, pois restaurantes e outros estabelecimentos precisam operar com restrições de funcionamento importantes”, pontua. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,65 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18,00 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,95 o quilo.