As multas ambientais, que visam infrações como caça e pesca não autorizadas e poluição, são uma das principais ferramentas do Brasil no combate ao desmatamento ilegal.
O presidente Jair Bolsonaro pode editar um decreto já nesta terça-feira para aumpliar as multas por crimes ambientais, disseram à Reuters duas autoridades familiarizadas com o assunto, uma medida que permitiria melhorar a proteção da floresta amazônica.
As autoridades do governo, que não estavam autorizadas a falar com a mídia, disseram que o decreto está pronto e seria enviado à mesa de Bolsonaro nesta terça para sua assinatura.
O Palácio do Planalto e o Ministério do Meio Ambiente não responderam de imediato questionamentos da Reuters sobre o assunto, inclusive se e quando Bolsonaro pretende assinar o decreto.
O projeto de decreto, visto pela Reuters, aumentaria o valor potencial das multas por falsificação de documentos para encobrir a extração ilegal de madeira; esclareceria consequências mais pesadas para infratores ambientais reincidentes e ajudaria a reduzir o acúmulo de multas pendentes de cobrança.
- Ordenha robotizada cresce na pecuária leiteira e acelera modernização das fazendas no Sul
- Fiscais apreendem mais de 128.700 latas de cerveja, 48 toneladas de soja e peças de PVC
- Avaliado em R$ 9,96 milhões, INDHU FIV HRO vira o touro Nelore mais valorizado do mundo
- TIP ganha protagonismo e fortalece eficiência na pecuária durante a estiagem
- JBS suspende produção de carne para China e mercado do boi acende alerta no Brasil
As multas ambientais –que também visam infrações como caça e pesca não autorizadas e poluição– são uma das principais ferramentas do Brasil no combate ao desmatamento ilegal.
Assinar o decreto seria um dos primeiros passos concretos que o governo Bolsonaro daria para reforçar a proteção da Amazônia, após assumir um compromisso de acabar com o desmatamento ilegal até 2028 durante a cúpula climática da Organização das Nações Unidas (ONU) COP26 em novembro.