ALERTA MÁXIMO: ZCAS, chuva de100 mm e ventos de 100 km/h colocam várias regiões sob risco

Frente fria e corredores de umidade reforçam instabilidades no país; previsão indica volumes extremos de chuva, rajadas intensas e possibilidade de transtornos como alagamentos, queda de energia e impactos no campo.

O Brasil entra em um período de atenção meteorológica elevada, com previsão de chuva volumosa, ventos fortes e risco de eventos extremos em diversas regiões. Informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) indicam que os maiores acumulados devem ocorrer principalmente no Centro-Oeste, Sudeste e em áreas do Norte e Nordeste, enquanto a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) amplia o potencial de temporais.

O cenário preocupa não apenas centros urbanos, mas também o setor agropecuário, já que episódios de chuva intensa podem afetar estradas, atrasar operações logísticas e provocar prejuízos pontuais em lavouras e pastagens.

Alerta oficial prevê chuva intensa e ventos perigosos

O INMET emitiu aviso meteorológico classificado com grau de severidade “Perigo”, válido entre 06 de fevereiro às 09h25 e 08 de fevereiro às 10h00, destacando a possibilidade de:

  • Chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia
  • Ventos intensos de 60 a 100 km/h
  • Risco de corte de energia elétrica, queda de galhos, alagamentos e descargas elétricas

As autoridades recomendam evitar abrigo sob árvores, não estacionar veículos próximos a torres e, se possível, desligar aparelhos elétricos, além de buscar orientações junto à Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros.

O alerta abrange uma extensa lista de áreas, incluindo Centro Goiano, Triângulo Mineiro, Zona da Mata, Metropolitana de Recife, oeste do Maranhão, norte do Ceará, partes de Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e o Distrito Federal, entre outras regiões.

Previsão do fim de semana acende sinal de alerta no país

O fim de semana será marcado por um cenário de atenção em diversas áreas do Brasil, com a atuação simultânea de frente fria, cavados meteorológicos, ZCAS e Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) — combinação que favorece pancadas moderadas a fortes, temporais e rajadas de vento.

Segundo a previsão, sábado (07) e domingo (08) terão chuva forte, volumes elevados e queda de temperatura em parte do Sul e Sudeste, enquanto o calor e a instabilidade seguem dominando grande parte do território nacional.

Sul: frente fria provoca temporais e derruba temperaturas

No sábado, a frente fria avança pelo Rio Grande do Sul com chuva desde cedo, incluindo episódios de chuva moderada a forte, raios e temporais. As instabilidades se espalham para Santa Catarina e Paraná ao longo do dia.

Há risco de acumulados elevados e rajadas entre 40 e 50 km/h, podendo chegar a 70 km/h no litoral sul catarinense.

No domingo, a influência marítima mantém chuva moderada a forte no litoral do Paraná e de Santa Catarina, enquanto o tempo tende a firmar no Rio Grande do Sul.

Sudeste: ZCAS aumenta risco de chuva volumosa

A combinação de umidade, frente fria posicionada na costa do Rio de Janeiro e a atuação de um cavado favorece chuvas desde cedo em áreas de São Paulo, Minas Gerais e litoral fluminense. Ao longo do sábado, a configuração de um novo episódio da ZCAS intensifica as precipitações.

A chuva deve ocorrer de forma moderada a forte, com risco de temporais e acumulados elevados, principalmente no Rio de Janeiro, sul e Zona da Mata mineira e litoral norte paulista, onde a situação é considerada de perigo.

No domingo, a frente fria avança lentamente e permanece quase estacionada no território fluminense, mantendo o aporte de umidade sobre São Paulo e o centro-sul de Minas — o que sustenta o risco de novos volumes expressivos.

Centro-Oeste: calor e umidade mantêm tempestades

Instabilidades atuam desde cedo em Mato Grosso do Sul, norte e leste de Mato Grosso e grande parte de Goiás. Ao longo do dia, as pancadas aumentam e ocorrem com intensidade moderada a forte.

Há risco de temporais na metade sul sul-mato-grossense, leste mato-grossense e oeste e sudeste de Goiás, com volumes entre 100 e 150 mm em algumas áreas, enquanto as rajadas podem alcançar até 70 km/h.

Nordeste: chuva forte e ventos no litoral

Instabilidades permanecem sobre grande parte do Maranhão e do sul do Piauí, além da faixa oeste da Bahia, com chuva moderada a forte.

Ao longo do litoral, as rajadas variam entre 40 e 50 km/h, enquanto áreas do interior enfrentam queda da umidade relativa do ar para níveis abaixo de 20%, mantendo o tempo quente e abafado.

Norte: pancadas intensas e risco de temporais

A chuva ocorre de forma espalhada em Amazonas, Acre, Rondônia, Pará e Tocantins, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais.

Em Roraima, as instabilidades aumentam no sul e noroeste, enquanto no Amapá a chuva permanece mais forte — reforçando o padrão típico do inverno amazônico, marcado por calor e alta umidade.

ZCAS reforça volumes extremos ao longo da semana

A previsão semanal indica que os maiores totais de precipitação devem se concentrar no Centro-Oeste e Sudeste, além de áreas do Piauí e do Amazonas.

No Norte, os acumulados podem variar de 50 mm a 150 mm, com destaque para o sul do Pará e a região central do Amazonas.

No Nordeste, os volumes vão de 40 mm no leste de Pernambuco a 150 mm no Piauí, enquanto no Centro-Oeste os totais devem ultrapassar 100 mm em todos os estados, podendo superar 200 mm no centro-norte de Mato Grosso.

Sudeste pode registrar eventos extremos

Os meteorologistas apontam possibilidade concreta de eventos climáticos severos no Sudeste. Os acumulados devem ficar:

  • Acima de 100 mm em quase todo o estado de São Paulo
  • Mais de 150 mm no oeste e norte paulista, Triângulo Mineiro e sul de Minas
  • Acima de 200 mm no Rio de Janeiro, com início das chuvas mais intensas previsto entre terça e quarta-feira.

Apenas áreas do norte e nordeste de Minas Gerais e do norte do Espírito Santo devem registrar volumes inferiores a 50 mm.

Calor extremo agrava o risco de tempestades

Mesmo com a chuva, o país deve enfrentar temperaturas elevadas. O Sul terá um episódio de onda de calor, com máximas entre 36 °C e 40 °C, até 7 °C acima da média histórica por até cinco dias consecutivos.

Esse contraste entre calor intenso e alta umidade cria um ambiente propício para a formação de tempestades severas.

Impactos e atenção para o agro

Para o agronegócio, o momento exige planejamento. Embora a chuva contribua para a reposição hídrica do solo, volumes elevados podem provocar:

  • atrasos na colheita e no plantio
  • dificuldades logísticas
  • erosão e encharcamento
  • prejuízos em lavouras sensíveis
  • estresse térmico em rebanhos

O avanço da ZCAS reforça um padrão típico do verão brasileiro — porém com intensidade suficiente para colocar várias áreas do país em estado de alerta. O monitoramento constante das atualizações meteorológicas será decisivo para reduzir riscos nos próximos dias.

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