ALERTA MÁXIMO: Brasil entra na rota de chuva de 200 mm e risco de temporais nesta semana

Volumes extremos, risco de temporais e calor persistente formam um cenário climático de alto impacto e chuva que pode superar 200 mm entre 9 e 16 de fevereiro — combinação que exige atenção redobrada do agro e das autoridades.

O Brasil entra em uma semana marcada por contrastes meteorológicos intensos, com previsão de chuva volumosa em diversas regiões ao mesmo tempo em que o calor permanece forte em grande parte do território nacional. O cenário, monitorado por institutos meteorológicos, aponta para acumulados que podem superar 200 milímetros em apenas sete dias, além de risco de temporais, rajadas de vento e variações importantes de temperatura.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os maiores volumes devem atingir áreas do Centro-Oeste, Norte e Sul, enquanto temperaturas elevadas continuam predominando especialmente no Nordeste e em parte do Sul. A atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) tende a manter um padrão chuvoso em áreas do Centro-Oeste e Sudeste, contribuindo para a queda das máximas principalmente na primeira metade da semana.

Especialistas destacam que esse tipo de configuração atmosférica aumenta o risco de alagamentos, transtornos logísticos e impactos diretos nas atividades agrícolas, sobretudo em regiões com solo já saturado.

Centro-Oeste deve concentrar os maiores volumes de chuva

A previsão indica chuvas em grande parte do Mato Grosso e no sudoeste de Goiás, com acumulados próximos de 150 mm, podendo ultrapassar 200 mm em pontos isolados. As precipitações tendem a ocorrer com mais intensidade entre os dias 9 e 10, retornando com força entre 14 e 16, principalmente no norte mato-grossense.

Além disso, há risco de trovoadas e temporais isolados, enquanto a nebulosidade deve amenizar o calor em algumas áreas, embora o clima ainda permaneça quente na região.

👉 Impacto no agro: excesso de chuva pode atrasar colheitas, dificultar o transporte de grãos e comprometer operações em campo.

Norte sob risco de chuva intensa e temporais

No Norte, os volumes devem variar entre 100 mm e 150 mm, com destaque para o centro-sul do Pará e o oeste do Amazonas, especialmente entre 12 e 15 de fevereiro. Já no extremo norte, a tendência é de pouca chuva — exceção feita ao Amapá, onde os acumulados podem chegar a 100 mm.

A presença da ZCIT (Zona de Convergência Intertropical) favorece instabilidades, elevando o risco de temporais no leste e sul do Amazonas, oeste e sul do Pará e parte do Acre, além de provocar sensação de abafamento.

👉 Alerta: acumulados elevados podem provocar cheias rápidas de rios e dificultar o escoamento da produção em áreas remotas.

Nordeste terá chuva localizada e calor extremo

As precipitações devem se concentrar no extremo-oeste do Maranhão e do Piauí, com volumes entre 60 mm e 100 mm, enquanto o litoral norte pode registrar de 20 mm a 50 mm. Nas demais áreas, o predomínio será de sol e tempo seco.

O interior da região enfrentará temperaturas entre 34 °C e 38 °C, com calor persistente ao longo da semana.

👉 Sinal amarelo: calor intenso combinado à baixa umidade eleva riscos de estresse térmico em rebanhos e aumenta a demanda por irrigação.

Sudeste alterna chuva forte e períodos mais secos

A previsão aponta acumulados médios de 50 mm, podendo chegar a 100 mm em áreas isoladas de São Paulo e Minas Gerais, principalmente no início da semana. Depois, a tendência é de redução das chuvas entre Rio de Janeiro, Minas e Espírito Santo.

A ZCAS mantém o risco de temporais no interior paulista, Triângulo Mineiro e grande parte do Rio de Janeiro, com rajadas de vento entre 40 e 50 km/h em algumas áreas.

👉 Para o campo: pancadas intensas podem causar erosão do solo e prejudicar lavouras em fase sensível.

Frente fria muda o tempo no Sul

O Sul deve começar a semana com tempo mais seco, mas a chegada de uma frente fria a partir do dia 12 provocará chuvas no Rio Grande do Sul, avançando para os demais estados entre os dias 14 e 16. Os maiores acumulados são esperados entre 13 e 15, com destaque para Santa Catarina, onde pode chover cerca de 50 mm em apenas 24 horas.

Mesmo com as instabilidades, as temperaturas podem alcançar até 38 °C, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

👉 Risco adicional: calor + umidade favorecem tempestades severas.

Figura 1: Previsão de chuva acumulada (9 a 16 de fevereiro de 2026). Fonte: INMET
Figura 1: Previsão de chuva acumulada (9 a 16 de fevereiro de 2026). Fonte: INMET

Calor continua dominante, mas ZCAS reduz máximas em algumas áreas

Apesar das chuvas, o calor seguirá presente em boa parte do país. No Nordeste e no Sul, as máximas podem chegar a 38 °C, enquanto áreas do Centro-Oeste e Sudeste devem registrar temperaturas entre 24 °C e 28 °C devido à maior nebulosidade.

O cenário reflete um padrão típico do verão brasileiro: chuvas intensas, alta umidade e calor persistente, combinação que aumenta a volatilidade climática.

Cenário exige atenção do produtor rural

Para o agronegócio, a semana será de monitoramento constante. Eventos extremos podem provocar:

  • atrasos na colheita;
  • dificuldades logísticas;
  • aumento do risco de doenças em lavouras;
  • impacto no bem-estar animal;
  • prejuízos estruturais em propriedades.

Com a atmosfera ainda instável, especialistas recomendam acompanhar atualizações diárias e planejar operações com maior margem de segurança, principalmente em regiões com previsão de volumes extremos.

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