ABPA: exportação de carne suína em fevereiro cresce 6,7% ante fevereiro de 2025

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho reflete o fortalecimento da presença brasileira em mercados asiáticos.

São Paulo, 9 – As exportações brasileiras de carne suína in natura e processada cresceram 6,7% em volume em fevereiro, para 122,1 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), divulgados em comunicado. No igual mês do ano passado, os embarques somaram 114,4 mil toneladas. Em receita, o desempenho também foi positivo. As vendas externas totalizaram US$ 284,1 milhões, alta de 4,1% em relação aos US$ 272,9 milhões registrados em fevereiro de 2025.

Entre os destinos, as Filipinas ampliaram a liderança entre os compradores da carne suína brasileira, com 40,9 mil toneladas importadas em fevereiro, volume 77,4% superior ao registrado no igual período do ano passado. Na sequência aparecem Japão, com 12,1 mil toneladas (+34,8%), China, com 11,1 mil toneladas (-43%), Chile, com 8,8 mil toneladas (+6%), e Hong Kong, com 8 mil toneladas (-40%).

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Também figuram entre os principais destinos Cingapura, com 5,4 mil toneladas (-16,6%), Argentina, com 4,3 mil toneladas (-10,5%), Uruguai, com 4 mil toneladas (+8,7%), México, com 3,2 mil toneladas (+8%), e Geórgia, com 3,1 mil toneladas (+122%).

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho reflete o fortalecimento da presença brasileira em mercados asiáticos. “O avanço expressivo em mercados como Filipinas e Japão demonstra a confiança dos importadores no status sanitário, na regularidade de fornecimento e na competitividade da proteína produzida no Brasil”, afirmou.

De acordo com Santin, a diversificação de destinos tem contribuído para reduzir a dependência de mercados específicos. “Fatores como a credibilidade sanitária, a capacidade produtiva e a eficiência logística do setor brasileiro passam a se consolidar como diferenciais estratégicos para sustentar o crescimento das exportações ao longo do ano”, disse.

Entre os Estados exportadores, Santa Catarina permaneceu como principal origem dos embarques, com 57 mil toneladas exportadas em fevereiro, embora com recuo de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida aparecem Rio Grande do Sul, com 29,7 mil toneladas (+24,1%), Paraná, com 20,6 mil toneladas (+15,3%), Mato Grosso, com 3,9 mil toneladas (+39,2%), e Minas Gerais, com 3,1 mil toneladas (+34,3%).

Bimestre

No acumulado do primeiro bimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne suína totalizaram 238,4 mil toneladas, crescimento de 8,1% em relação às 220,5 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2025.

Em receita, o avanço foi de 8,5%, com US$ 554,4 milhões registrados entre janeiro e fevereiro deste ano, ante US$ 510,9 milhões no primeiro bimestre do ano passado.

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