ABCZ atualiza regras do registro genealógico do Zebu e publica nova versão do SRGRZ

Atualização do SRGRZ foi aprovada pelo Conselho Deliberativo Técnico e homologada pelo Mapa, com ajustes em artigos específicos do documento e reforço das diretrizes para o registro oficial das raças zebuínas.

A ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) publicou nesta semana uma nova atualização do Regulamento do Serviço de Registro Genealógico das Raças Zebuínas (SRGRZ), documento considerado um dos pilares para a organização e a padronização do melhoramento genético dos zebuínos no Brasil. A revisão foi aprovada pelo Conselho Deliberativo Técnico (CDT) da entidade e homologada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), reforçando o caráter oficial e normativo das regras aplicadas ao setor.

O regulamento atualizado está disponível para consulta no site da ABCZ e estabelece as diretrizes que orientam a execução correta do registro genealógico de animais zebuínos, etapa fundamental para garantir rastreabilidade, credibilidade e segurança técnica na seleção de rebanhos.

Segundo a entidade, a versão mais recente do documento traz alterações nos textos referentes aos Artigos 112, 116 e 122, pontos que foram revisados dentro do processo rotineiro de aprimoramento das regras do serviço.

De acordo com a ABCZ, a revisão publicada nesta semana mantém o foco em assegurar que o sistema de registro continue alinhado às exigências atuais do mercado e às normativas oficiais.

O documento atualizado reforça a função do SRGRZ como instrumento técnico e institucional para:

  • padronizar critérios de registro genealógico nas raças zebuínas;
  • garantir segurança de dados e confiabilidade das informações registradas;
  • apoiar programas de seleção com base em genealogia reconhecida;
  • atender às exigências regulatórias do Mapa, que homologa e supervisiona o serviço.

A ABCZ destacou que o regulamento passa por atualizações e revisões constantes, justamente para acompanhar a realidade do setor e assegurar conformidade com o ambiente regulatório brasileiro.

O registro genealógico é uma das ferramentas mais estratégicas para a pecuária de corte e de leite, principalmente no caso das raças zebuínas, que desempenham papel central na base do rebanho nacional.

Na prática, o SRGRZ tem impacto direto sobre:

  • valorização genética e comercial dos animais, especialmente em leilões e centrais;
  • credibilidade na formação de plantéis e na compra e venda de reprodutores;
  • sustentação de projetos de seleção com foco em produtividade, adaptação e desempenho;
  • fortalecimento da rastreabilidade e do histórico zootécnico de cada animal.

Por isso, ajustes no regulamento, mesmo pontuais, ganham relevância para criadores, técnicos, associações e agentes de mercado que dependem do registro como base de decisão e investimento.

A ABCZ reforça que o Regulamento do Serviço de Registro Genealógico das Raças Zebuínas é uma matéria afeta exclusivamente ao Conselho Deliberativo Técnico (CDT). Ou seja, é esse órgão o responsável por discutir, avaliar e encaminhar revisões dentro da estrutura da entidade.

O CDT é composto por oito comissões especializadas, representando as raças zebuínas atendidas pelo SRGRZ:

  • Brahman
  • Cangaiam
  • Gir e Gir Mocha
  • Guzerá
  • Indubrasil
  • Nelore
  • Sindi
  • Tabapuã

Cada comissão é formada por oito membros, seguindo critérios técnicos mínimos que sustentam a credibilidade do processo decisório. Segundo a entidade, ao menos quatro dos integrantes devem ter formação na área das ciências agrárias, como:

  • agronomia
  • medicina veterinária
  • zootecnia

Além dos membros efetivos das comissões, também integram o CDT todos os ex-superintendentes técnicos e o atual superintendente do SRGRZ, o que amplia o peso institucional e técnico das decisões relacionadas ao registro genealógico.

Outro ponto de destaque da atualização é a homologação do regulamento pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Esse processo garante que as mudanças implementadas estejam formalmente reconhecidas dentro do sistema oficial que regula serviços de registro no país.

Na prática, essa homologação:

  • fortalece a legitimidade do regulamento;
  • aumenta a segurança jurídica e técnica para aplicação das regras;
  • assegura conformidade com as exigências de fiscalização e normatização federal.

A ABCZ informou que o documento completo já pode ser acessado pelo público, com a versão atualizada do SRGRZ disponível para consulta no site oficial da associação.

A recomendação para criadores, técnicos e interessados é acompanhar essas atualizações, já que o regulamento é revisado com frequência e pode influenciar procedimentos e exigências operacionais ligadas ao registro dos animais.

Ao final, a entidade reforça: o novo Regulamento do Serviço de Registro Genealógico das Raças Zebuínas foi aprovado e está oficialmente validado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, tornando-se a referência vigente para execução do registro genealógico dentro do SRGRZ.

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