VÍDEO: Gado corre para escapar de incêndio que destruiu mais de 120 hectares de cana em MT

Chamas atingiram propriedades em Mato Grosso, Tocantins e Rondônia; em Jangada, mais de 120 hectares de cana-de-açúcar foram destruídos, enquanto produtores tentavam proteger animais e estruturas

Incêndios de grandes proporções atingiram áreas rurais de Mato Grosso, Tocantins e Rondônia, deixando lavouras, pastagens, propriedades e rebanhos sob ameaça. Em um dos episódios mais graves, registrado em Jangada (MT), mais de 120 hectares de cana-de-açúcar foram destruídos.

As ocorrências aconteceram em meio ao período seco, quando a baixa umidade e a vegetação ressecada favorecem a rápida propagação do fogo. Em Mato Grosso, imagens registradas na região mostram bovinos correndo para deixar áreas próximas às chamas, enquanto produtores, moradores e equipes de emergência trabalhavam para conter o incêndio.

Mais de 120 hectares de cana são destruídos em Mato Grosso

O incêndio que atingiu a zona rural de Jangada começou a preocupar moradores em meados de agosto e avançou sobre diferentes propriedades.

Segundo informações divulgadas pelo Gazeta Digital, até o dia 19 de agosto o fogo já havia consumido mais de 120 hectares de cana-de-açúcar pertencentes a uma unidade produtiva da região.

Além da lavoura, áreas de pastagem também foram alcançadas.

A situação mobilizou produtores, funcionários e moradores, que utilizaram caminhões-pipa e equipamentos disponíveis nas propriedades enquanto aguardavam ou auxiliavam as equipes de combate.

O Corpo de Bombeiros também atuou na região.

Rebanhos precisaram deixar áreas ameaçadas

Com o avanço rápido do fogo, a retirada dos animais tornou-se uma das prioridades.

Registros feitos na região mostram bovinos se deslocando para longe das frentes de incêndio.

Em propriedades cercadas, o risco aumenta porque os animais podem ficar sem uma rota segura de saída. Além das queimaduras, fumaça, calor intenso e desorientação também representam ameaça ao rebanho.

Há relatos locais de perdas de animais, embora ainda não exista um balanço oficial consolidado com o número total de bovinos afetados.

Origem do incêndio ainda não está definida

Moradores de Jangada relataram que as chamas teriam começado nas proximidades do lixão municipal.

Até o momento, porém, essa versão não deve ser tratada como causa oficialmente comprovada.

A definição da origem de um incêndio depende de investigação técnica, que considera pontos de ignição, direção das chamas, condições meteorológicas e evidências encontradas no local.

Por isso, a possível relação com o lixão permanece como relato de moradores, e não como conclusão definitiva das autoridades.

Incêndio atinge assentamento com 150 famílias no Tocantins

Em São Miguel do Tocantins, outro incêndio avançou sobre uma área de assentamento onde vivem aproximadamente 150 famílias ligadas à agricultura familiar.

Cerca de 50 hectares de vegetação foram atingidos.

O trabalho de combate durou mais de 24 horas e contou com participação de equipes da Defesa Civil.

Apesar da extensão da área queimada, não foram registrados feridos nem danos às residências e estruturas produtivas do assentamento nas informações divulgadas inicialmente.

Fogo também alcança propriedades rurais em Rondônia

Em Mirante da Serra (RO), um incêndio de grandes proporções atingiu propriedades rurais e uma área de preservação ambiental.

As causas permaneciam sob apuração quando o caso foi divulgado.

Rondônia atravessa atualmente o período de maior atenção para queimadas e incêndios florestais. O Corpo de Bombeiros mantém a Operação Verde Rondônia, com acompanhamento diário das ocorrências registradas no estado.

A atuação envolve prevenção, fiscalização e combate aos focos identificados durante a temporada seca.

Incêndios rurais provocam prejuízos que continuam após o fogo

A perda de uma lavoura é apenas uma das consequências possíveis de um incêndio dentro de uma propriedade.

Quando pastagens são queimadas, o produtor pode precisar deslocar o gado ou adquirir alimento adicional. Cercas, postes, equipamentos e instalações também podem ser danificados.

Em áreas agrícolas, o impacto econômico depende da cultura atingida e de quanto do ciclo produtivo já havia sido concluído.

O solo exposto após queimadas intensas ainda pode ficar mais suscetível à erosão quando as chuvas retornarem.

No caso de Jangada, somente a destruição de mais de 120 hectares de cana já dimensiona parte do prejuízo provocado pelo episódio.

Período seco exige atenção dentro das propriedades

A combinação entre baixa umidade, material vegetal seco e vento cria condições favoráveis para que pequenos focos se transformem rapidamente em incêndios de grandes proporções.

Nas propriedades rurais, algumas medidas ajudam a reduzir riscos, como manutenção de aceiros, retirada de vegetação seca próxima a instalações, revisão de máquinas e sistemas elétricos e definição antecipada de áreas seguras para movimentação dos animais.

Também é importante manter acessos desobstruídos para veículos de emergência e acompanhar os alertas emitidos pelos Corpos de Bombeiros e órgãos meteorológicos.

Quando as chamas já atingem grandes proporções, a recomendação é evitar tentativas improvisadas de combate que coloquem trabalhadores e moradores em risco e acionar imediatamente as equipes especializadas.

Os episódios registrados nos três estados mostram como o fogo pode atingir diferentes atividades simultaneamente, passando de vegetação para lavouras, pastagens, rebanhos e estruturas rurais em pouco tempo.

Vídeo: Reprodução/CN News MT

Fontes: Gazeta Digital; Sou de Palmas; veículos regionais de Tocantins e Rondônia; Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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