Rajadas próximas de 100 km/h arrancaram estruturas, derrubaram árvores e atingiram a rede elétrica. Apesar da dimensão dos estragos, a cooperativa informou que não houve vítimas
Um forte vendaval atingiu o complexo industrial da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, em Maringá, no Norte do Paraná, e provocou danos significativos em diferentes estruturas durante a madrugada de segunda-feira, 2 de novembro.
Imagens registradas dentro da unidade mostram um barracão destruído, estruturas metálicas retorcidas e destroços espalhados pelo estacionamento. Caminhões e a portaria da cooperativa também aparecem cercados por materiais arrancados pela força do vento.
Em comunicado divulgado após o temporal, a Cocamar confirmou danos em algumas estruturas do complexo, além da queda de árvores e postes e de interrupções pontuais no fornecimento de energia. A empresa informou que não houve vítimas e que os prejuízos registrados são materiais.
Rajadas chegaram perto dos 100 km/h
O temporal não ficou restrito à cooperativa. Diversas regiões de Maringá registraram destelhamentos, árvores caídas, postes danificados, bloqueios de vias e interrupções no fornecimento de energia.
Dados meteorológicos registrados na cidade indicaram rajadas de até 96,8 km/h durante a madrugada. O Governo do Paraná confirmou ventos próximos de 90 km/h em alguns pontos e mobilizou equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros para atender as ocorrências.
A força do vendaval também atingiu a sede do 5º Batalhão de Bombeiros Militar. Parte do telhado do prédio administrativo foi arrancada e cinco viaturas foram alcançadas pelos destroços, sem registro de feridos entre os militares.
Cocamar trabalha na recuperação das instalações
Desde as primeiras horas após o temporal, equipes da cooperativa trabalham na avaliação dos danos, retirada dos destroços e recuperação das áreas atingidas.
A previsão inicialmente divulgada pela Cocamar era de que o expediente e as operações industriais fossem retomados nesta terça-feira, 3 de novembro, desde que as condições de segurança permitissem o retorno das atividades.
A ocorrência chama atenção para a vulnerabilidade de armazéns, barracões, silos e instalações agroindustriais diante de tempestades acompanhadas por rajadas intensas. No caso da Cocamar, a extensão financeira dos prejuízos ainda não havia sido divulgada até a publicação desta matéria.
ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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