Uso de adjuvantes agrícolas reduz perdas e melhora eficiência de defensivos 

Condições climáticas, composição da calda e características da pulverização influenciam o aproveitamento dos produtos

Escolher o insumo certo é parte da aplicação agrícola eficiente. Entre o momento em que a calda deixa o pulverizador até as gotas chegarem às plantas, diversos fatores podem interferir no resultado. “Tamanho das gotas, espalhamento, retenção, evaporação e deriva estão entre os pontos de atenção para que os recursos fitossanitários tenham atuem sobre os alvos – insetos, fungos ou plantas daninhas”, explica Rafael Stellato, gerente de produtos da BRANDT Brasil.

Com safra recorde adiante, estimada em 366,6 milhões de toneladas de grãos, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), melhorar o aproveitamento dos insumos utilizados no campo é uma das formas de contribuir para a eficiência do manejo.

“Uma das opções para melhorar esse aproveitamento é o uso de adjuvantes, ferramentas de manejo que modificam propriedades da mistura líquida preparada para a aplicação dos defensivos (chamada tecnicamente de calda). Eles ajudam a reduzir perdas durante a aplicação e favorecem a ação dos princípios ativos, o que contribui para maior eficiência e consistência dos resultados. Esse melhor aproveitamento pode trazer ganhos econômicos e ambientais”, detalha Rafael.

A escolha do adjuvante, porém, não deve ser automática. É preciso considerar as características da aplicação e dos produtos que compõem a calda. “Os defensivos mais modernos utilizam moléculas cada vez mais ativas e formulações mais concentradas, aplicadas em doses menores. Isso exige maior precisão para que o produto chegue ao alvo e seja bem aproveitado. O adjuvante adequado atua justamente nesse processo ao favorecer a formação e o espalhamento das gotas, sua deposição e retenção nas plantas e a absorção dos ingredientes ativos. Dependendo da necessidade, pode auxiliar o controle da espuma, da evaporação e da deriva (desvio das gotas durante a pulverização)”, complementa o engenheiro agrônomo.

As condições climáticas são outro ponto de atenção, principalmente em situações de maiores temperaturas e baixa umidade relativa do ar. Em condições mais desafiadoras, especialmente com maior risco de perdas por evaporação e deriva, é necessário pensar em adjuvantes que melhoram a proteção das gotas. Aditivos à base de ésteres metílicos de óleo vegetal e à base de óleo mineral melhoram essa proteção e minimizam as perdas por evaporação, provocadas principalmente por aplicações com altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar.

“Além disso, é preciso saber exatamente o que se espera do produto antes de incluí-lo na calda. O erro mais comum é não saber qual a real necessidade da aplicação (o que se espera do adjuvante). Por exemplo, escolher um adjuvante que reduz o pH da calda juntamente com aplicação de fungicidas que exigem pH mais próximo à neutralidade”, alerta o gerente da BRANDT, empresa de inovação tecnológica focada em fisiologia vegetal, biossoluções e tecnologia da aplicação.

A recomendação do especialista é utilizar soluções como BRANDT Insider – formulado com éster metílico de óleo vegetal e surfactantes, que favorece um maior controle de deriva, o espalhamento, a umectação e a penetração das gotas sobre as folhas; e BRANDT TriTek – que combina óleo mineral de alta pureza e surfactantes não iônicos em uma formulação pré-emulsionável, que facilita a integração à calda e contribui para a estabilidade da mistura, a distribuição uniforme da pulverização e a deposição dos ativos sobre as plantas. O portfólio da empresa inclui ainda soluções com características voltadas à estabilidade da calda, redução de espuma, espalhamento, retenção, limpeza de equipamentos e demais necessidades do preparo e da aplicação.

“A melhoria da qualidade da pulverização de insumos agrícolas proporciona menos perdas, reduz a emissão no ambiente e oferece mais eficiência no controle de pragas e doenças. Quando os produtos são aplicados de forma adequada e chegam ao alvo nas condições ideais, o agricultor consegue aproveitar melhor as tecnologias utilizadas no campo. E isso também se reflete em rentabilidade superior”, conclui Rafael Stellato.

Sobre a BRANDT

Empresa pioneira na indústria agrícola, atua em mais de 80 países desde 1953 com tecnologias projetadas, testadas e validadas para assegurar a absorção e translocação eficaz de cada componente deu suas soluções, que desempenham papel fundamental na fisiologia das culturas. Presente no Brasil há mais de uma década, a BRANDT é especialista em uma ampla gama de produtos, incluindo fertilizantes foliares de alto desempenho, soluções para tratamento de sementes, fisiologia vegetal, tecnologia da aplicação e bioproteção para diversas culturas. Mais informações: www.brandtbrasil.com

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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