Temporais podem trazer granizo e ventos de até 100 km/h nesta sexta-feira

Inmet emite alerta laranja para áreas de cinco estados em 23 de outubro; outros avisos abrangem tempestades no Centro-Sul, chuvas intensas no Norte e baixa umidade no Nordeste.

A sexta-feira (23) terá risco de chuva forte, granizo e ventos de até 100 km/h em parte do Centro-Sul do Brasil. O aviso laranja de tempestade abrange áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, com possibilidade de danos em plantações, queda de árvores, alagamentos e interrupções no fornecimento de energia.

O cenário exige atenção de produtores rurais, principalmente nas regiões onde a combinação de vento, precipitação intensa e granizo pode comprometer lavouras e estruturas das propriedades. Além desse alerta, há outros avisos para sexta-feira: tempestades de menor severidade em uma faixa mais ampla do Centro-Sul, chuvas intensas no oeste da Região Norte e baixa umidade em partes do Nordeste.

Alerta laranja prevê até 100 mm de chuva no dia

O aviso de perigo apresentado pelo Instituto Nacional de Meteorologia tem validade da 0h01 às 23h59 de sexta-feira, 23 de outubro. As condições previstas são:

  • Chuva de 30 a 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros no dia;
  • Ventos de 60 a 100 km/h;
  • Possibilidade de queda de granizo.

Esses valores representam as condições que podem ocorrer dentro da área alertada. Não significam que todos os municípios terão os maiores volumes de chuva ou as rajadas mais intensas.

A abrangência inclui o oeste catarinense; áreas do noroeste, sudoeste e centro do Rio Grande do Sul; diversas regiões do Paraná; o sudoeste e o leste de Mato Grosso do Sul; e a região de Presidente Prudente, no oeste paulista. O alerta não cobre integralmente os cinco estados.

Outros avisos também valem para sexta-feira

O risco meteorológico não se limita à faixa sob alerta laranja. O boletim divulgado pelo Inmet nesta quinta-feira (22) também aponta avisos amarelos, classificados como perigo potencial, para diferentes regiões.

Tempestades em outras áreas do Centro-Sul

Na Região Sul, o boletim indica aviso amarelo para áreas fora da faixa de maior severidade. No Centro-Oeste, a previsão menciona esse nível de atenção nas demais áreas de Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás.

No Sudeste, o documento informa aviso amarelo de tempestade para São Paulo, Rio de Janeiro, centro-sul de Minas Gerais e centro-sul do Espírito Santo, incluindo as quatro capitais.

No aviso amarelo de tempestade localizado na consulta, os parâmetros são de chuva entre 20 e 30 mm por hora ou até 50 mm no dia, ventos de 40 a 60 km/h e possibilidade de granizo. A classificação indica menor severidade em relação ao alerta laranja, mas ainda exige acompanhamento das condições locais.

Chuvas intensas no Norte

Também foi localizado um aviso amarelo de chuvas intensas, válido da 0h01 às 23h59 de sexta-feira, para áreas do Acre, Amazonas e Rondônia.

A abrangência inclui os vales do Acre e do Juruá, regiões do sudoeste, sul e norte amazonense e a região de Madeira-Guaporé, em Rondônia. A previsão é de 20 a 30 mm por hora ou até 50 mm no dia, com ventos de 40 a 60 km/h.

Nesse caso, o comunicado trata de chuva intensa e vento, sem incluir granizo entre os fenômenos previstos.

Baixa umidade no Nordeste

Enquanto parte do país enfrenta temporais, o boletim de sexta-feira aponta aviso amarelo de baixa umidade durante a tarde em áreas do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia.

A condição alcança principalmente o interior nordestino. A previsão indica máxima de 40 °C em Teresina, reforçando o contraste entre o calor e o tempo seco nessa faixa e a instabilidade no Centro-Sul.

Formação de ciclone e frente fria favorece os temporais

Segundo o boletim do Inmet, áreas de baixa pressão entre a Bolívia, o Paraguai, o norte da Argentina e partes do Brasil favorecem a formação de instabilidades entre sexta-feira e sábado.

Entre o fim da tarde e a noite de sexta-feira, a previsão é de formação de um ciclone extratropical entre o litoral do Rio Grande do Sul e o Uruguai. Uma frente fria associada ao sistema deve contribuir para a ocorrência de tempestades e, posteriormente, para a queda das temperaturas no Sul e em partes do Sudeste.

O ciclone é um dos componentes desse cenário. As tempestades também dependem das condições de umidade e da organização das instabilidades, podendo atingir áreas distantes do centro do sistema.

No campo, granizo e vento ampliam o risco de prejuízos

Para o produtor rural, a atenção deve ir além do volume acumulado de chuva. Rajadas fortes e granizo podem causar danos mesmo em tempestades de curta duração, atingindo lavouras, coberturas de instalações e redes de energia.

O próprio aviso laranja inclui estragos em plantações entre os riscos potenciais. A chuva concentrada também pode dificultar o deslocamento em estradas rurais e interromper operações nas propriedades.

O planejamento das atividades deve considerar a evolução do tempo em cada município. Durante a aproximação de tempestades, trabalhos em áreas abertas precisam ser interrompidos, com busca de abrigo seguro.

Instabilidade continua no sábado

A previsão indica continuidade das chuvas no sábado (24), principalmente no Paraná, no nordeste de Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul. No Sudeste, o tempo também permanece instável, com chuva em São Paulo, no sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

A partir da tarde de sábado, a entrada de ar mais frio deve reduzir as temperaturas no Rio Grande do Sul e no sul catarinense. Nessas áreas, a chuva tende a perder intensidade ao longo da noite.

Os avisos de sexta-feira têm prazo definido e não devem ser automaticamente estendidos ao sábado. O acompanhamento das atualizações é necessário porque os níveis de severidade e as áreas abrangidas podem mudar.

Orientações para as áreas sob alerta

O Inmet recomenda evitar abrigo debaixo de árvores durante rajadas de vento e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. No alerta laranja, a orientação também é desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, se possível e em condições seguras.

Em situações de emergência, os contatos são a Defesa Civil, pelo 199, e o Corpo de Bombeiros, pelo 193.

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