Fenômeno climático eleva os riscos de quebra de safra, pressiona a rentabilidade dos produtores em Mato Grosso e impõe desafios logísticos para as exportações no Arco Norte
NOAA e INMET confirmam retorno do fenômeno climático El Niño com chance real de intensidade extrema; especialistas alertam para seca, calor intenso, chuvas irregulares e impactos diretos sobre a safra 2026/27 no Brasil
Fenômeno que aquece o Pacífico, El Niño pode provocar efeitos opostos no país, com excesso de chuva no Sul, seca em áreas do Norte e Nordeste, calor mais forte no centro-norte e risco maior para regiões estratégicas de grãos.
A avaliação é do economista da FGV Agro, Felippe Serigati, que aponta uma combinação de fatores climáticos e comerciais capazes de pressionar a rentabilidade da pecuária brasileira, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Norte do país.
Análise de todas as safras de soja desde 2000 mostra que o fenômeno tende a favorecer o vigor das lavouras no Sul, e aumenta o risco climático em Mato Grosso e Goiás.
Fenômeno climático El Niño ganha força no Oceano Pacífico e preocupa produtores rurais com risco de atraso das chuvas, calor intenso, estiagens e eventos extremos em diferentes regiões do país
Com a previsão de aumento de chuvas na Região Sul devido ao fenômeno climático, especialistas da Embrapa orientam sobre planejamento técnico e manejo para proteger a produtividade.
Tecnologias voltadas à redução de estresses abióticos ajudam a preservar potencial produtivo em cenário de chuva irregular e oscilações de temperatura.