Suspensão de compras pela UE reforça pressão por soluções naturais na produção animal, diz diretor da BIOCHEM

Executivo avalia que exigências europeias ampliam a necessidade de rastreabilidade, sustentabilidade e alternativas para reduzir o uso de antibióticos nas cadeias brasileiras de proteína animal

A suspensão de compras de determinados alimentos brasileiros de origem animal pela União Europeia reforça a necessidade de o setor acelerar mudanças relacionadas à rastreabilidade, sustentabilidade e ao uso de soluções naturais na produção. A avaliação é de Paulo Ricardo Oliveira, diretor LATAM da BIOCHEM, empresa global especializada em soluções para nutrição animal.

Segundo o executivo, as exigências do mercado europeu precisam ser observadas especialmente pela importância comercial do bloco. Somente a carne bovina representa um mercado comprador superior a US$ 1 bilhão por ano, de acordo com Oliveira.

“A UE quer ter segurança sobre nossos processos e proíbe antimicrobianos promotores de crescimento, além de destacar a redução do uso de antibióticos. Nosso papel como fornecedor de proteínas animais é atender às exigências dos clientes, como historicamente temos feito com sucesso”, afirma.

Entre as alternativas disponíveis aos produtores estão prebióticos, probióticos, minerais orgânicos e enzimas. Para Oliveira, porém, a adequação não depende apenas da substituição de insumos. Gestão, processos, manejo nutricional e capacitação das equipes também precisam avançar.

“Nesse movimento, o manejo nutricional tem de ser priorizado e, para isso, é preciso contar com um time de profissionais a campo capacitado, que efetivamente ajude os produtores a ajustar os seus modelos de negócios”, destaca.

O diretor da BIOCHEM também defende maior aproximação entre fornecedores de insumos, produtores rurais e agroindústrias. Na avaliação do executivo, atender às novas exigências dos mercados importadores dependerá cada vez mais de integração ao longo de toda a cadeia produtiva, combinando segurança dos processos, rastreabilidade, nutrição e sustentabilidade.

“É preciso fortalecer ainda mais a relação de confiança. Eles precisam ter segurança de que nós vamos ajudá-los a atender a demanda dos clientes”, conclui Oliveira.

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