São Paulo, 8 – A SLC Agrícola projeta área plantada de 854,4 mil hectares na safra 2026/27, crescimento de 2,2% em relação aos 836,1 mil hectares orçados para a safra 2025/26. A estimativa consta de Fato Relevante divulgado nesta quarta-feira (7), assinado pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Ivo Marcon Brum. O documento ressalva que fatores climáticos poderão afetar a projeção de área.
Segundo a SLC, a expansão será impulsionada pelo algodão de segunda safra, principalmente pela ampliação da área irrigada. “Com a rotação de culturas, a companhia redistribuiu o mix em busca de maior rentabilidade, em linha com as boas práticas agrícolas e com a sustentabilidade de seu modelo de produção”, diz o fato relevante.
A área de soja, incluindo grão comercial e sementes, deve crescer 2,9%, de 429,7 mil hectares para 442,1 mil hectares. A área total de algodão em pluma está projetada em 200,4 mil hectares, alta de 0,3%, com queda de 10,8% no algodão de primeira safra, para 92,2 mil hectares, e aumento de 12,2% no algodão de segunda safra, para 108,2 mil hectares. Para o milho de segunda safra, a área prevista é de 154,6 mil hectares, recuo de 2,3%.
A companhia também projeta ganhos de produtividade. Para a soja, a estimativa é de 4.080 quilos por hectare, alta de 1,1% ante o orçamento da safra 2025/26. No milho de segunda safra, a produtividade prevista é de 7.957 quilos por hectare, avanço de 2,8%. Para o algodão em pluma, a produtividade estimada é de 2.075 quilos por hectare na primeira safra e 2.000 quilos por hectare na segunda safra, altas de 0,4% e 0,9%, respectivamente.
O custo médio de produção por hectare é estimado em R$ 7.217 na safra 2026/27, alta de 2,2% ante o orçamento da safra anterior. A empresa atribuiu a variação principalmente à alta dos fertilizantes em dólar e à inflação projetada de 4% no período. Esses efeitos, segundo a SLC, são parcialmente compensados pela queda dos defensivos em dólar e pela valorização do real ante a moeda norte-americana.
A SLC informou ainda que 57% do custo de produção está indexado ao dólar, enquanto 43% está denominado em reais. Por cultura, o custo por hectare da soja é estimado em R$ 5.292, alta de 2,1%. No milho de segunda safra, a previsão é de R$ 4.510 por hectare, avanço de 3,8%. No algodão, o custo projetado é de R$ 14.102 por hectare na primeira safra, alta de 1,8%, e de R$ 13.088 na segunda, alta de 1,9%.
A empresa também atualizou sua posição de hedge, operações de proteção contra oscilações de preço e de câmbio. Para a safra 2026/27, a SLC tem 52,9% da soja com preço travado a US$ 12,36 por bushel (cerca de US$ 454 por tonelada), em base FOB porto, e 23,8% com câmbio protegido, a R$ 5,3916 por dólar. No algodão, 62,2% da produção está travada a 79,14 centavos de dólar por libra-peso, e 23% tem câmbio protegido, a R$ 5,7642 por dólar.
Para 2027, a SLC estima venda de 112,5 mil cabeças de gado. A companhia também prevê produção de 86.280 big bags de sementes, sendo 76.000 de soja, 6.280 de algodão e 4.000 de braquiária.