Ministro da Justiça foi indicado pelo presidente Lula ao cargo no Supremo Tribunal Federal. O nome dele foi aprovado em votação na CCJ do Senado e, depois, no plenário da Casa
O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (13) a indicação do ministro da Justiça, Flávio Dino, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A votação foi secreta e o placar foi de 47 votos a favor de Dino e 31 contra a sua indicação para o cargo. Minutos depois da votação de Dino, os senadores aprovaram no plenário o nome do subprocurador Paulo Gonet, indicado à Procuradoria-Geral da República (PGR). O placar foi: Gonet: 65 votos a favor e 11 contra.
Ao longo da sabatina, os dois procuraram se esquivar de polêmicas e de embates com a oposição. Agora, os nomes precisam ser publicados no Diário Oficial da União (DOU).
Atuação no Ministério da Justiça
Dino foi anunciado por Lula como ministro da Justiça no início de dezembro de 2022, no período de transição governamental, quando o petista ainda não tinha tomado posse como presidente.
No primeiro discurso no cargo, disse que o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) seria definitivamente solucionado. A Polícia Federal passou a colaborar com as investigações e, em julho deste ano, mais um envolvido no crime foi preso. Os mandantes, no entanto, ainda não foram identificados.
Logo nos primeiros dias à frente do Ministério da Justiça, Dino teve de lidar no governo com a crise gerada pelos atos golpistas de 8 de janeiro. A atuação da pasta que chefia nos dias que antecederam os atos de vandalismo e na data dos ataques foi contestada e criticada por opositores do governo Lula.
Em decorrência desse episódio, Dino foi convocado várias vezes pela oposição para participar de sessões na Câmara e do Senado e prestar esclarecimentos sobre decisões que tomou ou supostamente deixou de tomar.
Escolhido como um dos principais alvos de adversários do governo, Dino ganhou fama de “lacrador” em razão dos bate-bocas que teve com parlamentares oposicionistas nas sessões com senadores e deputados.
No período em que chefiou o MJ, Dino também trabalhou na elaboração de um novo decreto sobre armas, revogando regras definidas na gestão Jair Bolsonaro (PL) e restringindo o acesso de civis a armamentos e munições.
Ele também determinou o recadastramento e operações da Polícia Federal para apreensão de armas irregulares.
Recentemente, Flávio Dino atuou na elaboração de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para enfrentamento da crise de segurança no país, sobretudo, nos estados de Rio de Janeiro e São Paulo. Militares das Forças Armadas foram deslocados para atuar na fiscalização de portos e aeroportos dos dois estados.
Em razão da morte de uma jovem no show da cantora norte-americana Taylor Swift no Rio de Janeiro em novembro, Dino editou uma portaria para permitir a entrada de garrafas de água para uso pessoal em eventos no país. Outra medida anunciada foi a que obriga produtores de shows a oferecer água de graça em dias de forte calor.
Quem é Flávio Dino?
Flávio Dino de Castro e Costa tem 55 anos, é advogado, ex-juiz, professor e político. Ele nasceu em São Luís (MA) e é formado em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e mestre pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Dino foi juiz federal entre 1994 e 2006. Também atuou como juiz auxiliar no Supremo, quando presidia a Corte o então ministro Nelson Jobim. Os juízes auxiliares trabalham nos gabinetes dos ministros, na análise de processos que chegam ao tribunal.
Em 2007, deixou a magistratura para exercer o cargo de deputado federal (2007-2011). Em seguida, assumiu a presidência da agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014.
Com informações do G1
Crise no STF entra no radar do agro após sessão terminar sem definição sobre Moraes e Mendonça
Supremo encerrou sessão extraordinária sem decidir se os casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça serão analisados juntos ou separadamente; impasse amplia debate sobre previsibilidade institucional e segurança jurídica em um setor dependente de regras estáveis
Tornados, microexplosões e granizo marcam setembro no Centro-Sul; INMET explica o que está acontecendo
INMET confirma sequência de tornados, microexplosões, granizo e vendavais no Centro-Sul e explica por que setembro está registrando tantos eventos severos.
Exportação de carne bovina cai 30%, mas preço pago pelo produto brasileiro sobe; o que muda para o boi?
Exportação brasileira de carne bovina cai 30,3% no ritmo diário em setembro, mas preço médio sobe para US$ 6,21/kg e acumulado de 2026 encosta em 2 milhões de toneladas.
Japão expõe “forte preocupação” de pecuaristas enquanto Brasil tenta abrir mercado para carne bovina
Brasil tenta abrir o Japão para a carne bovina enquanto China e União Europeia restringem compras. Pecuaristas japoneses agora pressionam negociação com Mercosul.
Depois de produzir campeões à distância, Coronado Cartel começa nova era da genética no Brasil
Coronado Cartel inicia nova fase no Brasil após produzir mais de US$ 8,5 milhões em corrida. Mais de 100 coberturas foram selecionadas para 2026.
Região tem novo alerta para tempestades com granizo e ventos de 60 km/h nesta quarta, aponta Inmet
INMET coloca áreas sob alerta de tempestade nesta quarta-feira, com até 50 mm de chuva, ventos de 60 km/h e possibilidade de granizo. Veja a previsão.





