RS: plantio de milho atinge 73% da área prevista; colheita de trigo é de 1%

O estabelecimento inicial das lavouras evolui satisfatoriamente, favorecido pela elevação das temperaturas e pela disponibilidade hídrica.

O plantio de milho verão da safra 2026/27 no Rio Grande do Sul avançou para 73% da área projetada, ante 68% no levantamento da semana anterior, mantendo ritmo diferenciado entre as regiões devido às condições de umidade do solo e às temperaturas, informou a Emater/RS-Ascar. Nas lavouras já implantadas, as fases são de germinação, emergência e desenvolvimento vegetativo.

Segundo a entidade, o estabelecimento inicial das lavouras evolui satisfatoriamente, favorecido pela elevação das temperaturas e pela disponibilidade hídrica. Contudo, temperaturas mais baixas retardaram o crescimento em algumas áreas, sem comprometer o potencial produtivo até o momento.

Quanto de silagem produzir por cabeça para não faltar comida ao gado na seca de 2027?

A Emater/RS informou que foram registrados prejuízos localizados por geada e granizo, com danos expressivos no quadrante noroeste do Estado. Além disso, as pragas cigarrinha-do-milho e percevejo continuam gerando problemas fitossanitários.

A projeção para a safra gaúcha de milho indica área cultivada de 896.401 hectares e produtividade média de 7.711 kg por hectare. No levantamento semanal de preços da Emater, o valor médio da saca de 60 quilos aumentou 1,84%, passando de R$ 61,54 para R$ 62,67. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, a cotação no mercado disponível permaneceu em R$ 75 por saca.

No milho para silagem, o plantio chegou a 46% da área prevista de 369.389 hectares, com produtividade estimada em 38.392 kg por hectare. A ocorrência de tempestades e granizo provocou danos pontuais em lavouras.

No trigo, a colheita alcançou 1% da área cultivada no Estado, observou a Emater/RS. As lavouras apresentam distribuição fenológica heterogênea, com 57% das áreas na fase de enchimento de grãos, 21% em maturação fisiológica e 19% em floração.

A Emater informou que a alternância entre períodos de elevada precipitação, nebulosidade e janelas de maior radiação solar tem condicionado a evolução fenológica. A manutenção de umidade elevada favoreceu a incidência de giberela nas áreas em floração e espigamento.

Além disso, a entidade afirmou que as geadas de setembro reduziram o potencial produtivo por interrupções no enchimento de grãos e problemas de fecundação. Também foram registrados danos por granizo e vendavais no centro-oeste e noroeste do Estado, havendo relatos iniciais de rendimento inferior ao esperado.

A estimativa da Emater/RS-Ascar para a safra 2026 de trigo no Rio Grande do Sul prevê área de 814.220 hectares e produtividade média de 2.701 kg por hectare.

A saca de 60 quilos (pH 78) subiu 2,56% no levantamento da instituição, passando de R$ 71,94 para R$ 73,78. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o valor para o produto disponível manteve-se em R$ 82 por saca.

VEJA TAMBÉM:

ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias

Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.

Siga o Compre Rural no Google News e acompanhe nossos destaques.
LEIA TAMBÉM
NEWSLETTER COMPRERURAL

Receba as nossas
principais notícias

Conteúdo sobre o agronegócio, direto no seu e-mail.

🔒 Não enviamos spam. Você pode cancelar quando quiser.