
Nordeste está prestes a se consolidar como uma das regiões mais estratégicas globalmente, com a chegada de um megainvestimento de R$ 111 bilhões destinado à produção do combustível do futuro.
A região Nordeste do Brasil está à beira de um salto histórico no cenário global de energia limpa, com um megainvestimento de R$ 111 bilhões destinado à produção de hidrogênio verde (H2V). Esse combustível, considerado o “combustível do futuro”, está no centro das atenções de países e empresas que buscam alternativas sustentáveis para a transição energética mundial. E o Brasil, especialmente o Nordeste, tem as condições ideais para se posicionar como um dos grandes players globais nesse mercado.
O hidrogênio verde é um combustível produzido a partir da eletrólise da água, utilizando energia de fontes renováveis, como solar e eólica, o que o torna uma alternativa limpa e promissora na transição energética global. Diferente do hidrogênio tradicional, que emite grandes quantidades de CO₂, o hidrogênio verde é considerado neutro em carbono, sendo ideal para a descarbonização de setores industriais e de transporte.
No Brasil, o potencial de produção é imenso, especialmente no Nordeste, onde as condições naturais favorecem a geração de energia renovável. A expectativa é que o país se torne um dos maiores produtores mundiais, com projetos que podem gerar até 3,5 milhões de toneladas de hidrogênio verde por ano até 2050, atraindo bilhões em investimentos e consolidando o Brasil como líder no mercado de energias sustentáveis.
Rio Grande do Norte: Vanguarda da Produção de Hidrogênio Verde
Entre os estados que mais se destacam nesse cenário está o Rio Grande do Norte, que já é o maior produtor de energia eólica do Brasil. O estado combina condições naturais excepcionais, como abundância de ventos e disponibilidade de água, essenciais para a produção do H2V. Esses recursos fazem com que o Rio Grande do Norte seja uma escolha estratégica para projetos de grande escala, posicionando-o como o epicentro da produção desse combustível do futuro e inovador no Brasil.
Atualmente, o estado possui seis grandes projetos em andamento, sendo três deles já em fase de licenciamento ambiental, com o potencial de gerar até 5 GW de energia limpa. Esses projetos representam mais do que desenvolvimento energético; são uma oportunidade de transformar o estado em um centro global de inovação, capaz de atrair empresas internacionais e estimular a economia local. Nordex e Acciona, empresas de energia renovável da Alemanha e Espanha, já estão comprometidas com esses projetos.

Impactos Econômicos e Sociais: Mais de 30 mil Novos Empregos
O impacto desse investimento de R$ 111 bilhões vai além da geração de energia. De acordo com estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o desenvolvimento dos projetos de hidrogênio verde no Nordeste pode gerar mais de 30 mil novos empregos diretos e indiretos nos próximos anos. Esse crescimento econômico traz consigo a perspectiva de transformação social, sobretudo para estados historicamente afetados por altos índices de desemprego.
Nordex H2 SL, joint-venture entre a Nordex e a Acciona, e o governo do Rio Grande do Norte assinaram um memorando de entendimento (MoU), focado no desenvolvimento de uma cadeia industrial de hidrogênio de baixo carbono e das fontes eólica e solar no estado, conhecidos como combustível do futuro.
Complexo Industrial Alto dos Ventos: Referência Mundial
Um dos principais projetos em desenvolvimento é o Complexo Industrial Alto dos Ventos, localizado em Macau, Rio Grande do Norte. Esse complexo terá um investimento estimado em US$ 2,5 bilhões (R$ 12,9 bilhões) e ocupará uma área de 10 hectares.
Com capacidade de produção de 1 GW de hidrogênio verde, o projeto se posiciona entre os maiores do mundo, fortalecendo o papel do estado no cenário global de energia renovável. A parceria entre Nordex e Acciona também é um indicativo do nível de inovação e tecnologia que está sendo trazido para a região.
A expectativa é que os empreendimentos estejam concluídos até 2027, com uma produção próxima de 500 mil toneladas de hidrogênio verde anuais nos próximos dez anos.

Infraestrutura Estratégica: Facilitando a Exportação
Para que o Nordeste se consolide como um exportador de hidrogênio verde, é crucial contar com uma infraestrutura adequada de escoamento e transporte. Nesse sentido, o Porto-Indústria, projeto em desenvolvimento pelo governo do Rio Grande do Norte, será um ponto central. O porto vai permitir que o hidrogênio produzido na região seja exportado com eficiência para mercados internacionais, como a Europa e Ásia, que já demonstram grande interesse no combustível do futuro.
Além disso, o avanço da tecnologia de hidrogênio verde está alinhado com as metas globais de redução de emissões de carbono, fazendo com que o hidrogênio brasileiro se torne uma solução atrativa para países que buscam cumprir seus compromissos ambientais.
Protagonismo Global e Sustentabilidade
A combinação de investimentos massivos, infraestrutura adequada e condições naturais coloca o Nordeste do Brasil em um caminho promissor para se tornar um dos principais polos globais de produção de hidrogênio verde. Essa transformação também consolida o Brasil como um dos líderes mundiais na agenda de transição energética, impulsionando o país para um futuro mais sustentável e competitivo.
O hidrogênio verde não é apenas uma aposta local, mas um projeto que tem o potencial de colocar o Brasil na liderança global da economia verde, atraindo investimentos estrangeiros e contribuindo significativamente para o combate às mudanças climáticas.
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