No acumulado de 2024, a receita com as exportações de café totalizou US$ 11,30 bilhões, representando um crescimento de 22,3% em comparação com os US$ 9,24 bilhões do mesmo período de 2023. Graças a isso, o setor cafeicultor estabeleceu um novo recorde.
De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), entidade que divulgou os dados estatísticos nesta segunda-feira (9), com as vendas externas do produto, o Brasil recebeu, só em novembro, US$ 1,343 bilhão – quantia 62,7% superior aos US$ 825,7 milhões aferidos no mesmo mês de 2023.
Somente em novembro, o país embarcou 4,66 milhões de sacas de 60 quilos, um aumento de 5,4% em relação ao mesmo mês de 2023, quando o país vendeu 4,42 milhões de sacas do produto para o mercado externo. Esse desempenho gerou uma receita de US$ 1,343 bilhão, valor 62,7% superior ao registrado no ano passado. No acumulado de 2024, a receita totalizou US$ 11,30 bilhões, representando um crescimento de 22,3% em comparação com os US$ 9,24 bilhões do mesmo período de 2023.
Graças a isso, o setor cafeicultor estabeleceu um novo recorde: a um mês do fim do ano, os produtores nacionais já tinham embarcado o total de 46,399 milhões de sacas, superando em 3,78% o maior volume registrado até então, que era de 44,707 milhões de sacas ao longo dos 12 meses de 2020. E o número tende a ser ainda maior.
Principais mercados e tipos de café exportados
Entre os maiores importadores do café brasileiro estão:
- Estados Unidos: 7,419 milhões de sacas (16% do total);
- Alemanha: 7,228 milhões;
- Bélgica: 4,070 milhões;
- Itália: 3,702 milhões;
- Japão: 2,053 milhões.
O café arábica segue dominando as exportações, com 33,97 milhões de sacas enviadas, um aumento de 23,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Já os cafés certificados e sustentáveis representaram 17,5% do total exportado, com um volume de 8,112 milhões de sacas – um crescimento de 33,5%. Esses produtos tiveram preço médio de US$ 269,41 por saca, gerando uma receita de US$ 2,185 bilhões, o equivalente a 19,3% do total.
Desafios logísticos persistem
Apesar dos resultados históricos, o setor enfrenta dificuldades logísticas que comprometem parte do desempenho. Márcio Ferreira, presidente do Cecafé, destaca que a falta de infraestrutura nos portos brasileiros gera custos adicionais milionários para os exportadores, que precisam buscar soluções criativas para manter os compromissos internacionais.
“Na teoria, ao analisarmos a performance das exportações brasileiras de café, teríamos motivos somente para comemorar, mas a realidade é um pouco mais cruel”, afirmou o presidente da entidade, Márcio Ferreira, em nota.
Expectativa para a exportação 50 milhões de sacas de café
A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) projeta que o Brasil encerrará o ano muito próximo da marca histórica de 50 milhões de sacas exportadas. Pavel Cardoso, presidente da Abic, atribui esse desempenho a dois fatores: a competitividade do robusta brasileiro frente ao vietnamita no início do ano e as antecipações de importadores europeus em resposta às exigências do Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).
“Os dados da exportação divulgados pela Cecafé, que deverão acumular, ao fechar desse ano, próximo de 50 milhões de sacas de café, são vigorosos e, comparados aos dados do ano passado, que totalizaram próximo de 40 milhões, demonstram o vigor que as exportações brasileiras atingiram esse ano”, afirmou o presidente da Abic, Pavel Cardoso.
Esse cenário não apenas reforça a força da cafeicultura brasileira no mercado internacional, mas também sinaliza a necessidade de investimentos estratégicos para superar os gargalos estruturais que limitam o potencial do setor.
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