
Morte trágica! O caso marca o primeiro registro da doença – raiva humana – no estado em oito anos e reacende o alerta sobre a importância da profilaxia antirrábica.
Morreu na manhã deste sábado (11) uma mulher de 56 anos que contraiu raiva humana após ser mordida por um sagui em Santa Maria do Cambucá, no Agreste de Pernambuco. O caso marca o primeiro registro da doença no estado em oito anos e reacende o alerta sobre a importância da profilaxia antirrábica.
A vítima, Ivonete Maria da Silva, foi internada no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), em Recife, referência no tratamento de doenças infectocontagiosas. A confirmação de que se tratava de raiva veio no dia 8 de janeiro, por meio do Instituto Pasteur, em São Paulo.
Como tudo aconteceu
O ataque ocorreu em 28 de novembro de 2024, quando Ivonete voltava para casa com o neto de 3 anos. Ao perceber o sagui avançando em direção à criança, ela se colocou à frente e foi mordida na mão esquerda. Após o incidente, a vítima procurou atendimento no Hospital Municipal Santina Falcão, onde foi orientada a voltar no dia seguinte para iniciar a profilaxia. No entanto, segundo familiares, não foi destacada a gravidade do risco de infecção por raiva em mordidas de animais silvestres.
Ivonete não completou o protocolo de tratamento recomendado, que inclui a aplicação de soro e quatro doses da vacina antirrábica. Os primeiros sintomas começaram a se manifestar em dezembro, evoluindo rapidamente para um quadro grave. Ela foi transferida para o Huoc e, após dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), faleceu.
Falta de insumos e falhas no atendimento
De acordo com o diretor do Hospital Santina Falcão, o município possuía vacina antirrábica em estoque, mas o soro necessário para casos graves só é disponibilizado em polos regionais de saúde. A Secretaria Estadual de Saúde iniciou uma investigação epidemiológica para apurar as circunstâncias do atendimento e prometeu intensificar protocolos de manejo da raiva em todo o estado.
Além disso, será realizado um ciclo complementar de vacinação em animais domésticos na região para reduzir o risco de novos casos.
O que é a raiva humana?
A raiva é uma doença viral causada pelo Lyssavirus, que afeta o sistema nervoso central e possui uma taxa de letalidade próxima a 100% em humanos. Ela é transmitida pela saliva de mamíferos infectados, como cães, gatos, morcegos e primatas, por meio de mordidas, arranhões ou lambidas em feridas abertas.
Os sintomas iniciais incluem febre, mal-estar e formigamento no local da mordida, progredindo rapidamente para paralisia, espasmos musculares, confusão mental e, em estágios avançados, coma e morte.
Alerta e prevenção
O Ministério da Saúde recomenda que qualquer pessoa exposta a uma possível transmissão do vírus busque imediatamente atendimento médico para avaliação. O tratamento profilático consiste na aplicação de soro antirrábico e vacina, conforme a gravidade do caso.
Entre 2010 e 2024, foram registrados 48 casos de raiva humana no Brasil, dos quais apenas dois pacientes sobreviveram. O último sobrevivente foi um adolescente pernambucano, em 2009, tratado no Huoc.
Nota de pesar
Em comunicado oficial, o Hospital Universitário Oswaldo Cruz lamentou a perda: “Expressamos as mais sinceras condolências e desejamos conforto, paz e força à família”. O caso de Ivonete reforça a necessidade de maior conscientização sobre os riscos da raiva e a urgência em seguir corretamente o tratamento profilático.
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