Descarga elétrica atingiu área onde cerca de 20 cavalos aguardavam atividade no Jockey Club de San Isidro; dois outros animais caíram, mas conseguiram se recuperar
Uma descarga elétrica provocou a morte de quatro éguas de polo na manhã de quarta-feira, 21 de outubro, no Jockey Club de San Isidro, na província de Buenos Aires, Argentina. O raio atingiu uma área destinada à prática da modalidade enquanto aproximadamente 20 cavalos estavam reunidos no local.
O episódio ocorreu na cancha 6, setor utilizado para atividades de polo. Outros dois animais também caíram após a descarga, mas conseguiram se levantar posteriormente. Um cuidador que acompanhava os cavalos foi atingido pelos efeitos do fenômeno e precisou de atendimento médico.
Cuidador foi lançado ao chão com a força da descarga
Relatos obtidos pela imprensa argentina indicam que o trabalhador responsável pelos animais foi arremessado por aproximadamente três metros e caiu de costas.
Ele recebeu assistência médica e, posteriormente, foi informado que estava fora de perigo. O presidente do Jockey Club Argentino, Juan Mariano Villar Urquiza, disse ao Clarín que o funcionário foi atendido na estrutura médica do complexo e recebeu alta.
As primeiras informações sobre o episódio apresentaram diferenças quanto ao atendimento do funcionário. Enquanto alguns relatos iniciais indicavam que não havia pessoas feridas, apurações posteriores de veículos como TN e Infobae confirmaram que o cuidador foi afetado e necessitou de assistência, mas sem risco de vida.
Animais aguardavam atividade quando o tempo mudou
As quatro éguas estavam na área onde os cavalos permaneciam antes das atividades quando ocorreu a descarga.
Segundo o presidente do Jockey Club ouvido pelo Clarín, uma prática estava prevista para aquela manhã, mas a atividade começou a ser suspensa quando o céu escureceu. A mudança nas condições meteorológicas teria acontecido rapidamente, sem tempo suficiente para retirar todos os animais do setor.
A ocorrência aconteceu por volta das 10h20, de acordo com a reconstrução publicada pelo jornal argentino. Naquele momento, o céu estava encoberto e a chuva ainda não havia começado de forma significativa na área.
Descarga teria atingido estrutura próxima aos cavalos
A dinâmica exata do acidente também passou a ser reconstruída após o episódio.
Segundo informações obtidas pelo La Nación, os animais estavam presos em uma área de espera quando a descarga teria atingido um cabo de aço próximo ao local, conduzindo a corrente elétrica e provocando a morte das quatro éguas.
Por se tratar de uma reconstrução baseada nas informações disponíveis após o acidente, é mais correto dizer que o raio teria atingido a estrutura metálica do que afirmar que cada animal recebeu diretamente a descarga principal.
Imagens registradas depois da ocorrência também mostraram danos nas proteções utilizadas nas patas dos animais.
Outros dois cavalos sobreviveram
Além das quatro éguas que morreram, dois outros cavalos foram afetados pela descarga e caíram no solo.
Os animais, no entanto, conseguiram se levantar e sobreviveram ao episódio, conforme informações divulgadas pelo TN.
Não há confirmação de que os demais cavalos presentes na área tenham sofrido ferimentos.
Éguas eram utilizadas no polo amador
As quatro éguas não pertenciam ao Jockey Club. Segundo informações confirmadas pelo La Nación e pelo Clarín, elas pertenciam a um praticante da modalidade e eram utilizadas em atividades de polo amador.
O presidente da instituição explicou que não eram animais empregados no nível mais alto do polo profissional argentino, embora recebessem acompanhamento e cuidados próprios de cavalos atletas.
Algumas publicações argentinas divulgaram estimativas de valor para exemplares desse perfil. Entretanto, não há uma avaliação individual comprovada das quatro éguas mortas, razão pela qual não é possível determinar com segurança o prejuízo financeiro provocado pelo acidente.
O episódio terminou, portanto, com quatro éguas mortas, dois cavalos que sobreviveram após cair com a descarga e um cuidador atendido depois de ser lançado ao chão, sem registro de risco à vida do trabalhador.
ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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