Quinto corte consecutivo dos juros começa a aliviar o custo do dinheiro no Brasil; para produtores que não querem esperar, ConsulttAgro estrutura operações com taxas a partir de 3% ao ano e até 15 anos para pagar
O produtor rural brasileiro recebeu uma sinalização importante nesta quarta-feira (16). O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu novamente a Selic, de 14% para 13,75% ao ano, dando continuidade ao processo de queda dos juros no Brasil.
Foi o quinto corte consecutivo da taxa básica. Desde o início desse ciclo, a Selic já acumulou redução de 1,25 ponto percentual, depois de permanecer em 15% ao ano, maior patamar em quase duas décadas. A decisão foi unânime e veio acompanhada de sinais de desaceleração da inflação e da atividade econômica. O IPCA registrou queda de 0,32% em agosto e acumulou 4,22% em 12 meses, embora permaneça acima do centro da meta de inflação, de 3%.
Para o agronegócio, a direção da Selic importa especialmente porque o setor é intensivo em capital. Plantar uma safra, comprar máquinas, ampliar um confinamento, instalar irrigação, construir armazéns ou adquirir uma nova propriedade normalmente exige volumes elevados de recursos.
A redução da Selic não significa que as taxas cobradas dos produtores cairão imediatamente na mesma proporção. A taxa básica funciona como referência para o custo do dinheiro na economia, mas o crédito contratado na ponta também depende de risco, garantias, prazo, funding e condições de cada instituição. Ainda assim, o movimento é positivo.
O próprio Banco Central explica que juros básicos menores tendem a reduzir o custo do crédito e estimular produção e consumo.
Há, porém, um detalhe importante: mesmo depois de cinco cortes, 13,75% ao ano continua sendo uma taxa elevada. A Reuters observa que o Brasil ainda mantém juros reais entre os mais altos internacionalmente.
Por isso, para o produtor que tem um projeto pronto, esperar vários meses por uma eventual redução adicional pode não ser necessariamente a única estratégia. O caminho também passa por procurar fontes de financiamento que já ofereçam condições diferenciadas.
Crédito rural a partir de 3% ao ano
É justamente nesse mercado que atua a ConsulttAgro, consultoria financeira especializada no agronegócio comandada por Gabriela Rodrigues e Tainara Casagrande.
A empresa já intermediou mais de R$ 700 milhões em operações de crédito e trabalha na estruturação de financiamentos que, dependendo do enquadramento, projeto, garantias e perfil do produtor, podem apresentar juros a partir de 3% ao ano e prazo de até 15 anos para pagamento.
A estratégia consiste em analisar a necessidade do produtor e buscar uma estrutura financeira adequada ao investimento, em vez de simplesmente aceitar a primeira linha de crédito disponível.
Os recursos podem viabilizar projetos como aquisição de terras e fazendas, expansão da propriedade, compra de máquinas, irrigação, armazenagem, recuperação de pastagens, infraestrutura e outros investimentos produtivos.
Queda dos juros pode destravar novos investimentos
Para quem estava aguardando uma mudança no ambiente econômico antes de investir, a sequência de cortes da Selic pode representar um primeiro sinal de melhora.
Mas o Banco Central ainda demonstra cautela. No comunicado de ontem, o Copom não antecipou novos cortes e afirmou que a extensão do ciclo dependerá das próximas informações sobre inflação e atividade econômica.
Isso significa que não há garantia de que a queda dos juros ocorrerá rapidamente.
Para o produtor, portanto, a questão passa a ser menos “quando a Selic ficará baixa?” e mais “qual é o menor custo de capital que consigo encontrar hoje para um projeto viável?”
É justamente nessa conta que uma operação de crédito rural com taxas a partir de 3% ao ano e até 15 anos para pagamento pode ganhar relevância.
Depois de um longo período de dinheiro extremamente caro, o quinto corte consecutivo da Selic mostra que o cenário começou a mudar. Para o agro, que depende de capital para produzir e crescer, cada redução conta — e quem conseguir combinar juros menores, prazo adequado e um investimento rentável pode sair na frente nesse novo ciclo.
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