Projeto de lei em tramitação no Congresso define atribuições do profissional, que atua na seleção, maturação, venda e harmonização de queijos.
O trabalho do queijista, profissional especializado em queijos e responsável por orientar consumidores sobre características, origem, conservação e harmonização dos produtos, pode ganhar regulamentação no Brasil. O tema está em discussão no Congresso Nacional por meio de um projeto de lei apresentado em 2025.
A proposta estabelece regras para o exercício da profissão e define uma série de atividades que poderão ser desempenhadas pelos profissionais especializados no setor.
O que faz um queijista?
De acordo com o projeto, o profissional terá diversas atribuições relacionadas à comercialização, conservação e avaliação de queijos.
Entre as atividades previstas estão:
- supervisionar e realizar a maturação dos queijos após a fabricação;
- orientar consumidores na escolha dos produtos;
- cuidar da gestão e armazenagem de queijos e produtos lácteos relacionados;
- atuar na venda direta ao consumidor;
- selecionar queijos para comercialização;
- orientar sobre harmonização com bebidas, como vinhos, cafés e cervejas;
- realizar análises sensoriais, considerando características como história, aromas e processo de fabricação;
- fracionar queijos e preparar produtos lácteos frescos para venda direta;
- ministrar cursos básicos e avançados sobre queijos.
Quem poderá exercer a profissão?
A proposta estabelece possibilidades para a formação e o reconhecimento dos profissionais.
Uma delas seria para pessoas com diploma de curso livre de queijista, oferecido por instituições oficiais ou privadas, brasileiras ou estrangeiras.
O texto também prevê o reconhecimento de profissionais que já exerçam a atividade há pelo menos dois anos na data em que uma eventual lei entrar em vigor.
Valorização dos queijos artesanais
A discussão sobre a regulamentação ocorre em meio à crescente valorização dos queijos artesanais brasileiros.
O projeto destaca a importância cultural desses produtos e das técnicas tradicionais utilizadas na fabricação, muitas delas transmitidas entre gerações.
A produção artesanal também possui forte identidade regional, com diferentes métodos, sabores e características associados às regiões produtoras do país.
Profissionalização da cadeia
A regulamentação pode contribuir para estabelecer uma identidade profissional para quem trabalha diretamente com seleção, conservação, comercialização e apresentação de queijos.
Além do conhecimento sobre os produtos, o profissional precisa compreender aspectos relacionados à maturação, características sensoriais, armazenamento e combinação dos queijos com outros alimentos e bebidas.
Para o consumidor, a atuação especializada pode facilitar a escolha dos produtos e ampliar o conhecimento sobre a diversidade de queijos disponíveis no mercado brasileiro.
Projeto ainda está em tramitação
Apesar da proposta de regulamentação, a profissão de queijista ainda não está oficialmente regulamentada. O projeto precisa passar pelas etapas de análise e votação no Congresso Nacional antes de eventualmente se transformar em lei.
A discussão ocorre em um momento de expansão e valorização do mercado de queijos artesanais no país, aumentando a demanda por profissionais especializados e por conhecimentos técnicos relacionados aos diferentes tipos de produtos.
Se aprovada, a regulamentação poderá representar um novo passo na profissionalização do setor e no reconhecimento de uma atividade diretamente ligada à valorização dos queijos brasileiros.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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