
Policiais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em cidades do Paraná e de Santa Catarina. Grupo é suspeito de ter faturado mais de R$14 milhões em dois anos.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7) a Operação Boi Viajante, com foco no contrabando de gado proveniente da Argentina. Estima-se que, por meio de propriedades na divisa entre Brasil e Argentina, tenham sido introduzidos ilegalmente no Brasil cerca de 5,7 mil bovinos, com valor comercial avaliado em mais de R$ 14 milhões.
Cerca de 50 policiais federais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em Foz do Iguaçu (PR) nas cidades de Dionísio Cerqueira (SC) e nas cidades paranaenses de Barracão, Bom Jesus do Sul e Santo Antônio do Sudoeste. A ação contou com o apoio da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná-ADAPAR.
- Efeitos do calor no rebanho bovino vão além do desconforto e podem incluir redução no ganho de peso
- Conheça os alimentos mais adulterados no Brasil
- Você sabe o que é ‘leitura de cocho’? Prática que ajuda a aumentar a eficiência produtiva de bovinos de corte terminados em confinamento
- Whitebred Shorthorn: raça une rusticidade e produção de carne de qualidade
- De olho na cigarrinha: como garantir a produtividade da pecuária em 2025
Segundo a PF os animais eram trazidos clandestinamente da Argentina para o sudoeste do Paraná e os revendiam para compradores no Norte e Noroeste do estado. O grupo faturou cerca de R$14,2 milhões, segundo a investigação. Só um dos presos, apontado pela PF como chefe da quadrilha, teria movimentado aproximadamente 4,5 mil cabeças neste período.
A introdução clandestina de bovinos no Brasil causa prejuízo aos criadores brasileiros. Além disso, gera grave risco de introdução de doenças como a febre aftosa, já que o Paraná e Santa Catarina são Estados “livres de aftosa sem vacinação”, enquanto a Argentina é considerada “livre de aftosa com vacinação”.