Produtor é multado em mais de R$ 500 mil por desmatamento no Paraná

Fiscalização identificou intervenções sem autorização ambiental em 36,4 hectares de vegetação protegida na zona rural de Ponta Grossa

Um caso de desmatamento no Paraná levou à aplicação de R$ 542 mil em multas contra um produtor rural de Ponta Grossa. A autuação ocorreu após uma fiscalização da Polícia Militar Ambiental encontrar danos à vegetação nativa dentro de áreas protegidas no distrito de Itaiacoca.

A operação foi realizada no dia 10 de julho por agentes da 4ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, que inspecionaram dois pontos da propriedade.

Desmatamento no Paraná atingiu 36,4 hectares

A primeira área afetada possui 32,8 hectares, enquanto a segunda abrange 3,6 hectares. Ambas estão localizadas em Área de Preservação Permanente e integram a Área de Proteção Ambiental da Escarpa Devoniana.

Segundo o batalhão, o proprietário não apresentou licença ou autorização que permitisse a retirada ou alteração da vegetação nesses locais.

Por causa das duas ocorrências, foram emitidos autos de infração nos valores de R$ 462 mil e R$ 80 mil.

Fiscalização identificou espécies nativas danificadas

Entre as plantas atingidas estavam assa-peixe, samambaias, sempre-vivas, vassourinha, flor-da-quaresma e lavoisiera.

A presença dessas espécies reforçou a caracterização do dano ambiental, já que a intervenção ocorreu em uma região submetida a regras específicas de conservação.

Desmatamento no Paraná exigirá recuperação ambiental

O produtor deverá comparecer ao Instituto Água e Terra para apresentar um Projeto de Recuperação de Área Degradada. O documento deverá indicar as medidas necessárias para restaurar a vegetação e reparar os impactos provocados na propriedade.

Além do processo administrativo, o responsável, cujo nome não foi divulgado, também será investigado criminalmente.

Autuado terá prazo para apresentar defesa

O Instituto Água e Terra informou que ainda aguardava a comunicação oficial da ocorrência. A partir da autuação, o produtor possui 20 dias para encaminhar sua defesa.

Após a conclusão dessa etapa, a documentação deverá ser enviada ao órgão ambiental, que ficará responsável por analisar o caso e acompanhar a execução do projeto de recuperação.

O episódio chama atenção para os riscos de realizar intervenções em vegetação nativa sem licenciamento, especialmente em imóveis situados dentro de áreas legalmente protegidas.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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