Entre custos elevados, altos índices inflacionários, aumento das taxas de juros e queda do poder de compra da população, a produção agroindustrial continua em ritmo lento.
A produção agroindustrial continua em ritmo lento no país, ainda sob influência dos mesmos fatores que mantiveram o setor estagnado em 2021, entre os quais custos elevados, altos índices inflacionários, aumento das taxas de juros e queda do poder de compra da população, como destaca o Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro).

Em fevereiro, o Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo centro subiu 1% em relação a janeiro, mas caiu 3,2% ante fevereiro do ano passado. Foi a oitava queda seguida na comparação interanual e o pior desempenho para meses de fevereiro desde 2015, o que manteve o nível de produção abaixo do período pré-pandemia.
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O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV.
Em seu novo levantamento, o centro mostrou que o avanço na comparação com janeiro foi puxado pela expansão do setor de alimentos e bebidas (3,7%), uma vez que na área de produtos não-alimentícios houve retração de 2%. Em relação a fevereiro de 2021, o primeiro registrou variação positiva de 1,7%, enquanto na segunda a queda alcançou 7,9%.
O FGV Agro espera novos resultados preocupantes na compilação de março, por causa das turbulências emanadas da invasão da Ucrânia pela Rússia. Mas também acredita que a redução das alíquotas do IPI sobre produtos industrializados pode motivar reflexos positivos sobre os resultados do PIMAgro.
Fonte: Valor Econômico