Premiação de alunos em Guaxupé encerra ciclo 2026 do “Vivenciando a Prática: Café”

Iniciativa de Cecafé, De Olho no Material Escolar e Exportadora de Café Guaxupé premiou redações que destacaram como o café abre portas em logística, qualidade, tecnologia, gestão, comércio exterior e permite construir uma carreira sem deixar o município.

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a Exportadora de Café Guaxupé e a Associação De Olho no Material Escolar realizaram, ontem, 5 de novembro, a cerimônia de premiação do Programa “Vivenciando a Prática: Café” em Guaxupé (MG). A iniciativa reconheceu os estudantes do 3º ano do ensino médio da Escola Estadual Dr. Benedito Leite Ribeiro autores das melhores redações produzidas após visitas técnicas à unidade da exportadora, realizadas no primeiro semestre.

A primeira colocada foi a aluna Ana Luiza de Freitas, que recebeu um tablet como premiação. A redação que teve o segundo melhor desempenho foi estruturada pela aluna Maria Eduarda de Jesus Ferreira, que recebeu um Kindle pelo trabalho. A estudante Ana Júlia Paixão redigiu o terceiro melhor texto e foi premiada com um smartwatch.

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As professoras Lucimara Aparecida da Costa, Claudia Cristina de Melo e Liamara Alves Pereira dos Reis, responsáveis pela orientação dos trabalhos, também foram homenageadas com um tablet como reconhecimento à dedicação e à contribuição para o desenvolvimento dos alunos. Foram elas que transformaram a experiência das visitas em reflexão e escrita, estimulando os jovens a organizar ideias, argumentar com clareza e projetar, no papel, o futuro que desejam construir.

Em quatro visitas técnicas, nos dias 7, 14, 22 e 28 de abril, os estudantes acompanharam o caminho percorrido pelo café desde a chegada à Exportadora de Café Guaxupé até o embarque para os mercados consumidores no exterior. Profissionais da empresa apresentaram a trajetória do grupo, sua atuação no mercado internacional e a relevância da cafeicultura para o Brasil e, especialmente, para Guaxupé, com ênfase nas práticas sustentáveis que garantem a perenidade de toda a cadeia.

Na prática, os alunos conheceram os processos de classificação e padronização dos grãos, aprenderam a identificar os principais defeitos e participaram de uma rodada de degustação com diferentes perfis sensoriais, descobrindo a diversidade de aromas e sabores que o café brasileiro pode oferecer. A programação incluiu, ainda, as estruturas de armazenagem e o controle do ambiente para preservar a qualidade, os tipos de sacaria, o ensacamento e o carregamento de um contêiner pronto para exportação.

Em suas redações, os estudantes mostraram o quanto a vivência na Exportadora de Café Guaxupé ampliou seus horizontes, descreveram com entusiasmo a classificação dos grãos, a degustação e o preparo de um lote rumo à França, reconheceram o compromisso da empresa com a sustentabilidade e se inspiraram em histórias reais de crescimento profissional dentro dela.

Os textos revelaram uma descoberta transformadora: o café abre portas em logística, qualidade, tecnologia, gestão, comércio exterior e permite construir uma carreira promissora sem deixar Guaxupé. Essa absorção de conhecimento vem ao encontro do objetivo do programa, que busca deixar um legado para que jovens passem a enxergar no café, que move sua cidade, não apenas uma tradição, mas um caminho para o futuro.

Com a premiação na Escola Estadual Dr. Benedito Leite Ribeiro, o “Vivenciando a Prática: Café” fecha 2026 com um balanço que vai além dos números. Ao longo do ano, 724 estudantes e 35 professores participaram de visitas educativas a empresas e cooperativas exportadoras em cinco municípios: Varginha (MG); Guaxupé (MG); Machado (MG), Patrocínio (MG) e Santos (SP). Em cada etapa, as três melhores redações foram premiadas e os professores orientadores homenageados.

O encerramento do ciclo de premiações 2026 do Programa “Vivenciando a Prática: Café” coroa um ano de encontros entre escolas públicas, centros de formação de jovens, professores, estudantes e exportadores de café em diferentes regiões dos Estados de Minas Gerais e São Paulo.

Na prática, o programa traduz o pilar social da agenda ESG do setor exportador de café. Ao abrir suas portas para as escolas, os exportadores estreitam os laços com as comunidades em que estão inseridos e devolvem ao território, em forma de conhecimento, parte do valor que o café gera. A iniciativa valoriza a escola pública e reconhece os professores como protagonistas na formação de cidadãos e profissionais preparados para os desafios do futuro.

O concurso de redação, por sua vez, incentiva a expressão escrita como ferramenta de reflexão e análise crítica, competências essenciais para qualquer trajetória profissional.

Ao aproximar os jovens da rotina de uma empresa exportadora, o programa revela, também, um horizonte que muitos não conheciam: a cadeia do café, que leva o produto brasileiro a mais de uma centena de países, oferece oportunidades reais em áreas técnicas, operacionais, comerciais e de gestão, muitas delas na própria região onde esses estudantes cresceram.

Fonte: Cecafé

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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