O Mato Grosso, principal produtor de grãos, oleaginosas e gado, registrou o maior número de solicitações de RJs entre os Estados, totalizando 135 registros.
Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio somaram 474 no primeiro trimestre deste ano, aumento de 21,9% em relação ao mesmo período do ano passado, com impulso de solicitações de produtores pessoa jurídica em meio a um aumento de dívidas e custos no setor, informou a Serasa Experian nesta quarta-feira.
O indicador, que reúne pedidos realizados por produtores rurais que atuam como pessoa física e jurídica, além de empresas relacionadas à cadeia produtiva, mostrou um aumento também na comparação com o quarto trimestre de 2025, quando as solicitações de RJ somaram 408.
Ainda assim, os pedidos ficaram abaixo do pico registrado no terceiro trimestre (628).
“O ambiente de crédito mais seletivo, combinado à manutenção de custos elevados de produção e ao maior nível de alavancagem dos produtores, continuou afetando o fluxo de caixa no campo”, afirmou o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, em nota.
Segundo ele, a evolução do cenário até o final do ano dependerá da capacidade de geração de receita, do comportamento das margens e das condições de renegociação dos compromissos.
“Por isso, reforçamos que renegociar e manter um planejamento financeiro deve ser prioridade enquanto a recuperação judicial precisa permanecer como o último recurso”, defendeu ele.
O Mato Grosso, principal produtor de grãos, oleaginosas e gado, registrou o maior número de solicitações de RJs entre os Estados, totalizando 135 registros. Ele foi seguido por Goiás (73), Paraná (50), Mato Grosso do Sul (38) –também grandes produtores de grãos.
No recorte por atividade, o cultivo de soja (o principal do país) concentrou 137 pedidos, seguido pela criação de bovinos, com 42, segundo a Serasa.
Os pedidos de RJ de produtores rurais que atuam como pessoa jurídica deram um salto de 73,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, para 196, representando o maior crescimento anual entre os três perfis analisados.
Já os produtores classificados como “sem propriedades” em pessoa física, que pode envolver arrendatários, concentraram 60 pedidos.
Os pequenos proprietários fizeram 44 solicitações, os grandes 41, e os médios 37, totalizando 182 pedidos no segmento pessoa física — redução de 6,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Fonte: Reuters
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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