O indicador mostrou uma retração também na comparação com os primeiros três meses de 2026, quando as solicitações de RJ somaram 474 (-5,5%).
O agronegócio do Brasil contabilizou 448 pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre, 20,7% abaixo do registrado em igual período do ano anterior, marcando a primeira queda para um segundo trimestre desde 2022, segundo análise da Serasa Experian divulgada nesta segunda-feira.
O indicador, que reúne pedidos realizados por produtores rurais que atuam como pessoa física e jurídica, além de empresas relacionadas à cadeia produtiva, mostrou uma retração também na comparação com os primeiros três meses de 2026, quando as solicitações de RJ somaram 474 (-5,5%).
A desaceleração observada, apesar de positiva diante do cenário atual de endividamento dos produtores rurais, deve ser interpretada com cautela, disse o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta.
“A retração nesse segundo trimestre registrada em pelo menos dois dos três perfis analisados pode estar relacionada a um período de maior entrada de receitas para parte dos produtores, à sazonalidade das atividades agropecuárias e ao avanço de renegociações com credores”, explicou Pimenta.
“Por isso, é importante acompanhar se essa redução será sustentada nos próximos trimestres”, acrescentou, lembrando que o ambiente segue desafiador, com custos elevados e crédito mais seletivo.
O Mato Grosso, principal produtor de grãos, oleaginosas e gado do Brasil, seguiu na liderança do número de pedidos de RJ entre os Estados, totalizando 107 registros. Ele foi seguido por Goiás (84), São Paulo (72), Minas Gerais (54) e Paraná (42).
No recorte por atividade, o cultivo de soja — o principal do Brasil — concentrou 70 solicitações de recuperação judicial, seguido pela criação de bovinos, com 28, segundo a Serasa.
Os pedidos de RJ de produtores rurais que atuam como pessoa física caíram 10,5% frente ao segundo trimestre de 2025, para 197, enquanto as solicitações por parte de produtores pessoa jurídica recuaram 34,2%, a 160.
Na análise por porte, os produtores classificados como “sem propriedades”, que pode envolver arrendatários, concentraram 70 pedidos. Em seguida, aparecem os grandes proprietários, com 51 solicitações; os pequenos proprietários, com 39; e os médios proprietários, com 37.
Fonte: Reuters
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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