Com os custos de produção espremendo as margens dos pecuaristas, 2022 deve continuar sendo um ano desafiador para a cadeia produtiva de lácteos.
Cepea, Piracicaba – A cadeia produtiva de lácteos deve enfrentar mais um ano desafiador. Do lado da oferta, os custos de produção devem continuar espremendo as margens dos pecuaristas.
Há expectativa de preços de grãos em patamares um pouco menores que os do ano passado, mas os gastos com fertilizantes, suplemento minerais, combustível e energia devem permanecer elevados, tanto por conta do encarecimento desses insumos em termos globais quanto como consequência da persistente desvalorização do Real frente a outras moedas. Esse cenário pode continuar freando investimentos produtivos, como já ocorreu em 2021, limitando ainda mais o potencial de crescimento da atividade.
Com o dólar encarecido e a tendência de preços de lácteos firmes no mercado internacional, é possível que as importações de derivados sigam a mesma tendência de 2021. Nesse contexto, a oferta de leite em 2022 pode seguir enxuta.
- Librelato leva Furgão Frigorífico e Porta Contêiner para a EFAICS 2026
- Mosaic inaugura nova horta sensorial acessível na rede municipal de Uberaba (MG)
- Faturamento de máquinas e implementos agrícolas cai 15,6% em janeiro, diz Abimaq
- Elite do Vinho: América do Sul coloca 26 rótulos no topo do ranking mundial de 2026
- Fazenda eleva projeção de inflação para 2026 com alta do petróleo
Contudo, diferentemente de anos anteriores, 2022 sinaliza um cenário macroeconômico mais desafiador para a demanda, porque combina alto patamar do desemprego, elevação da inflação e da taxa de juros e maior endividamento das famílias. Com menor poder de compra, o consumo de lácteos é prejudicado, sobretudo para produtos com maior valor agregado.
Assim, as indústrias de laticínios podem se deparar com um contexto de acirrada competição tanto para a compra de matéria-prima quanto para a venda de lácteos em 2022 – o que pode impactar negativamente os níveis de preços nos segmentos produtivo e industrial e continuar freando investimentos no setor.
Fonte: Cepea