Os recursos, serão destinados a projetos de energia renovável e agricultura sustentável e outras ações voltadas para proteção do clima que, hoje, não são economicamente viáveis e têm dificuldades de obter financiamento.
BRASÍLIA (Reuters) -O governo brasileiro estima que o país pode se beneficiar com 10 bilhões de dólares dos 50 bilhões de dólares que deve ser levantado no novo mercado global de carbono, e uma reunião internacional sobre o tema deve ser realizada em fevereiro, no Rio de Janeiro, disse o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, nesta segunda-feira.
Em entrevista para fazer um balanço da participação brasileira na cúpula do clima COP26, realizada em Glasgow, Leite afirmou Brasil será o maior beneficiário individual do novo mercado de carbono com a exportação para países poluidores.
Os recursos, explicou, serão destinados a projetos de energia renovável e agricultura sustentável e outras ações voltadas para proteção do clima que, hoje, não são economicamente viáveis e, por isso, têm dificuldades de obter financiamento.
Ao contrário do otimismo com o mercado de carbono, o ministro disse que o resultado das negociações políticas para o financiamento de ações de mitigação para os impactos da mudança climática foi uma grande frustração.
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“Houve uma gigantesca frustração global em relação ao financiamento. Os países desenvolvidos não se preparam para essa conferência. Principalmente o G7 (sete países mais ricos) não fizeram sua lição de casa para realmente colocar um volume robusto de financiamento além dos 100 bilhões de dólares previsto”, disse Leite.
A expectativa dos países em desenvolvimento era de um aumento considerável no valor previsto para o financiamento de ações de mitigação e ações sustentável, o que não aconteceu. O valor acordado, de 100 bilhões de dólares, foi o mesmo de conferências anteriores e é considerado insuficiente por pesquisadores e pelos países para realmente ter um impacto nas ações necessárias.
Fonte: Reuters