Onde helicóptero de Rick pode ser encontrado? Sinais direcionam buscas a duas áreas em SC

Dados de celulares dos ocupantes e informações da aeronave concentram operação entre Morro Agudo e Vacas Gordas, separados por cerca de 30 km; até o momento, nenhum vestígio foi confirmado

As buscas pelo helicóptero que transportava Rick, da dupla Rick & Renner, entraram em uma etapa mais direcionada nesta terça-feira (22). Informações obtidas a partir de sinais de celulares dos ocupantes e dados relacionados à aeronave levaram as equipes a concentrar os trabalhos em duas áreas da Serra Catarinense.

Os pontos ficam nas regiões de Morro Agudo e Vacas Gordas, em Urubici, e estão separados por aproximadamente 30 quilômetros. A distância ajuda a explicar a dimensão da operação e por que, mesmo com o reforço das equipes, localizar o helicóptero em uma região montanhosa e coberta por vegetação continua sendo um desafio.

Até a atualização mais recente consultada pelo Compre Rural nesta manhã, não havia confirmação de que a aeronave ou seus ocupantes tivessem sido encontrados.

Onde o helicóptero de Rick pode estar?

É justamente essa a principal questão que as equipes tentam responder.

Uma das referências utilizadas nas buscas está na região de Morro Agudo, onde informações obtidas a partir dos aparelhos celulares ajudaram a delimitar uma área de interesse. O outro ponto está em Vacas Gordas, na zona rural de Urubici, relacionado às informações disponíveis sobre o deslocamento da aeronave.

Esses dados, entretanto, não significam que o helicóptero esteja necessariamente em um desses locais.

Sinais captados por antenas de telefonia ajudam a estabelecer uma região provável de comunicação dos aparelhos, mas não equivalem, por si só, a uma coordenada exata e em tempo real. Por isso, as informações são cruzadas com dados do voo e outras evidências obtidas durante a operação.

É esse conjunto de informações que permite reduzir progressivamente uma área de buscas que, inicialmente, era muito mais ampla.

Cerca de 30 km separam os dois pontos

A distância entre as duas áreas consideradas prioritárias chama atenção: aproximadamente 30 quilômetros.

Na prática, isso representa uma extensão significativa para uma operação terrestre, principalmente pelas características da Serra Catarinense. A região possui montanhas, vales, vegetação fechada e estradas rurais, fatores que dificultam tanto o deslocamento quanto a observação aérea.

As condições meteorológicas também prejudicaram os trabalhos desde o desaparecimento. Chuva e baixa visibilidade limitaram parte da operação aérea, enquanto equipes terrestres encontraram obstáculos como árvores caídas e trechos comprometidos pela água.

Drones térmicos e cães reforçam operação

Com o avanço das buscas, a estrutura mobilizada aumentou.

Mais de 20 bombeiros, além de militares e equipes de apoio, participam dos trabalhos. A operação conta ainda com sete viaturas, dois drones térmicos e dois cães de busca, além de reforços enviados de diferentes regiões catarinenses.

Os drones com câmeras térmicas são importantes principalmente na inspeção de áreas de vegetação e pontos de difícil visualização. Já os cães ampliam a capacidade das equipes terrestres de percorrer locais onde veículos ou aeronaves têm dificuldade de acesso.

A Força Aérea Brasileira (FAB) também participa da operação por meio do sistema de busca e salvamento. Foram mobilizados um helicóptero H-60 Black Hawk e uma aeronave SC-105 Amazonas, empregada em missões desse tipo.

Helicóptero seguia para São Joaquim

A aeronave procurada é um Bell 430, matrícula PP-MGR.

O helicóptero havia partido de Porto Belo, no litoral de Santa Catarina, com destino à região de São Joaquim, na Serra Catarinense, quando deixou de manter comunicação e não chegou ao destino previsto.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) consultados pela CNN indicavam que a aeronave estava em situação normal, sem restrições administrativas registradas, e possuía certificação de operação válida até agosto de 2027.

Quem estava a bordo

As informações divulgadas até agora apontam quatro pessoas no helicóptero: o cantor Rick, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e o piloto.

Rick é conhecido nacionalmente pela trajetória construída ao lado de Renner na música sertaneja. Bruno Avelar atua como empresário e palestrante e ganhou projeção com trabalhos relacionados a networking. Paulo Soares acompanhava o grupo como videomaker e chegou a publicar registros da viagem antes do desaparecimento.

Renner não estava na aeronave.

Ainda não há confirmação de queda

Apesar da grande mobilização, um ponto continua sendo fundamental: as autoridades não confirmaram uma queda do helicóptero nas informações verificadas para esta atualização.

Por isso, o caso continua oficialmente tratado como uma operação para localização da aeronave e de seus ocupantes. Também não é possível afirmar, neste momento, que o mau tempo tenha causado o desaparecimento.

A prioridade das equipes é agora cruzar as informações disponíveis e reduzir a área de procura, especialmente entre os pontos relacionados aos últimos sinais conhecidos.

Qualquer localização de destroços, contato com ocupantes ou identificação da aeronave representará uma mudança significativa no caso e deverá ser confirmada oficialmente pelas autoridades antes de ser tratada como fato.

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