INTL FCStone projeta oferta 10% maior de animais de confinamento ao longo de julho; Aumento da oferta não pressionaria cotações mas poderia impor um teto para os preços.
Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o Consultor em Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone, Caio Toledo Godoy, destacou que os valores da arroba para o estado de São Paulo seguem ao redor de R$ 215,00/@ a R$ 220,00/@. “Por outro lado, os estado do Mato Grosso do Sul e Goiás tiveram um recuo dos preços ofertados ao longo dessa semana”, comenta.
Um dos fatores que explicam o recuo nos preços no Mato Grosso é o alongamento das escalas de abate. “Os frigoríficos do Mato Grosso estão colocando a arroba um pouquinho mais para baixo e no Goiás o impacto nos preços se deve a suspensão temporária das exportações para a China”, afirma.
Do lado da oferta de animais, a consultoria esperava que o número de animais confinados tivesse um aumento de 10% em julho frente ao mês de junho. “Nós temos um maior volume de animais confinados. “A intenção de confinamentos em junho é mais fraco, mas já possível ver que vamos ter um crescimento”, alerta.
Com relação da demanda doméstica, o consultor aponta que o consumo está enfraquecido e a carne está precificada em R$ 13,50/kg. “Apesar da reabertura de alguns estabelecimentos em outros lugares em comércio fechando novamente. Eu acredito que um determinado momento o atacado deve seguir estável”, pontua.
- IBGE confirma crescimento de 3,4% da economia em 2024
- Superávit comercial acumulado em 2026, até outubro, é de US$ 71,04 bilhões
- Setor vitivinícola manifesta preocupação com impactos do Imposto Seletivo sobre a produção nacional
- Tornado causa danos à sede do Nucleovet, que mobiliza ajuda aos atingidos
- Aos oito meses, porquinhos ainda mamam em vacas de fazenda em Minas Gerais
As exportações no mês de junho finalizaram com um total de 152,4 mil toneladas embarcadas, na qual registrou uma queda de 1,74% se comparado com o mês de maio que exportou 155,1 mil toneladas. Já na comparação anual, o volume exportado teve um ganho de 33%.
“Para entender esse pequeno recuo frente ano mês anterior é importante saber como foram às compras dos importadores e se algum país deixou de adquirir a matéria prima. Nós estamos com uma expectativa muito positiva sobre a China, mas é preciso entender como eles estão comprando proteína animal”, ressalta.
Fonte: Notícias Agrícolas