
Não é de hoje que existe uma grande crítica ao MST, já que a forma como é defendida a reforma agrária pelo movimento é considerada crime. Veja!
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, ou MST, é um movimento que surgiu a muitos anos no Brasil. Tudo iniciou com um grande número de pessoas que viviam em barracões de lona à beira das estradas.
Essa semana, lendo uma matéria veiculada pela Gaucha ZH, portal de notícias, onde o título da matéria é: “Ex-sem-terra, gaúcho que virou fazendeiro critica MST e modelo de reforma agrária”, fiquei curioso quanto a abordagem e, ao ler o artigo, me surpreendi com a fala do fazendeiro.
Quando me perguntam se eu sou contra as ações que o MST realiza durante as suas invasões, não há dúvida na minha resposta: SOU TOTALMENTE CONTRA! Invasões atribuídas ao movimento como a da matéria abaixo, são um absurdo, criminosa e covarde!
Durante a reportagem, o ex-sem-terra, conta a sua história da época da ditadura, onde foi convidado a tomar posse de uma área no centro-oeste, mais precisamente em Lucas do Rio Verde – Mato Grosso.
O governo oferecia transporte de ônibus, bancava a mudança em um caminhão, concedia um pedaço de terra de 200 hectares e ainda daria um salário mínimo para cada família durante 18 meses.
Hoje, o Sr. Aquilino Sirtoli, com 70 anos, é dono de uma lavoura de 2 mil hectares — 10 vezes o lote original — e de uma casa confortável no centro de Lucas do Rio Verde (350 km de Cuiabá).

É nesse ponto que eu digo da importância de atitudes e programas sociais que o governo deve promover no campo e na cidade. Programas como o da ditadura, que tem prazo, objetivo e fiscalização. Eles estimulam a produção, de quem realmente quer produzir, gerando economia e crescimento social.
Infelizmente, os programas atuais são de apoio a militantes e facções que se dizem “lutar pelos seus interesses”, mas na verdade usam da violência e falta de caráter para dar apoio a manobras dos que estão engravatados dentro dos escritórios. Eles usam o MST para rouba a terra dos outros e depois as vendem e passam para a próxima e, assim, segue o mecanismo do MST.
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O Sr. Aquilino Sirtoli, conta que a situação não foi as mil maravilhas, existiu momentos em que quis desistir, mas foi a determinação e união familiar que fez ele prosperar.
A partir dos início dos anos 1990, com o boom da soja no Mato Grosso, é que conseguiu prosperar, comprar mais terras e aumentar a produção. Hoje planta soja e milho, emprega quatro famílias e tem os três filhos (dois nascidos na cidade) trabalhando na terra.
Ele diz ter uma admiração enorme pelos militares que o levaram para o Centro-Oeste.
Aquilino é a favor da reforma agrária, mas diz que o modelo atual está errado.
— A reforma agrária do jeito que é feita hoje é péssima, é para judiar da pessoa. Largam a família no meio do nada, sem crédito, sem estrutura.
Mas ele não concorda com as táticas empregadas pelo MST, movimento de cujo embrião ele, de uma certa forma, participou.
— O MST é das piores coisas que existem. Invadir as terras dos outros, queimar as coisas, fazer maldade, isso não funciona — diz ele.
Um dos motivos que o fizeram aceitar o convite para atravessar o país em busca de uma aventura é que ele nunca foi muito de agitação.
— Eu nunca fui contra ou a favor, nunca me envolvi com política. Eu só queria plantar — declara.
Compre Rural com informações da Gaúcha ZH