Ícone da apartação mundial morreu aos 28 anos; filho de Smart Little Lena, o garanhão acumulou mais de US$ 109 mil nas pistas e deixou descendentes premiados em diferentes modalidades
O Quarto de Milha perdeu um dos grandes nomes de sua história recente. Wild Thing DNA morreu na quarta-feira, 26 de agosto de 2026, aos 28 anos, deixando um legado construído nas pistas e consolidado por meio de seus descendentes no Brasil e nos Estados Unidos. A causa da morte não foi divulgada.
A despedida foi comunicada pela Jatobá Equine Service, em Campo Grande (MS), onde o garanhão se encontrava. Na homenagem, a equipe destacou que Wild Thing DNA não deixou apenas uma história de grandes números, mas um legado marcado por “realizações e superações”.
“Hoje a raça Quarto de Milha perde um ícone, e nós perdemos um amigo. Pra sempre nosso eterno raçador. O seu legado com certeza será lembrado e honrado”, diz o comunicado.
Uma genética consagrada na apartação mundial
Nascido em 8 de março de 1998, Wild Thing DNA era um garanhão Quarto de Milha de pelagem rosilha, registrado sob o número P195106. Sua genealogia reunia alguns dos nomes mais importantes da apartação: era filho de Smart Little Lena na matriz Autumn Boon, filha de Dual Pep e da histórica Royal Blue Boon.
Smart Little Lena tornou-se uma das maiores referências genéticas da modalidade, enquanto Autumn Boon integrou uma família materna responsável por animais de elevado desempenho esportivo. Essa combinação ajudou a transformar Wild Thing DNA em uma opção genética valorizada tanto como competidor quanto como reprodutor.
Nas pistas norte-americanas, o garanhão acumulou US$ 109.061 em ganhos na apartação, recebeu o NCHA Bronze Award e conquistou 40,5 pontos, além do Registro de Mérito nas classes Aberta e Amador da AQHA.
Entre os resultados mais importantes de sua campanha estão os títulos do West Texas Open Derby, West Texas Open Classic e Red River 4YO Open, além do sexto lugar no NCHA Open Super Stakes. Ele também foi campeão do AQHA High-Point em apartação.
Filhos ganharam mais de US$ 646 mil
A influência de Wild Thing DNA ultrapassou sua própria campanha. Levantamentos divulgados pelo mercado do Quarto de Milha apontam que seus filhos acumularam mais de US$ 646 mil e 362 pontos na AQHA, com resultados em apartação, rédeas e Working Cow Horse.
Entre seus descendentes de maior destaque nos Estados Unidos estão:
- Hey Georgy Girl, ganhadora de US$ 132.580 e finalista do NCHA Open Futurity;
- Wilds My Thing, com US$ 60.836 e o título do NCHA Limited Open Derby;
- Flites Riata Gonwild, com mais de US$ 47 mil em ganhos;
- Wild Wanda 409, vencedora do Big Sky Open Futurity.
A versatilidade da produção chamou atenção porque os filhos do garanhão não ficaram restritos à apartação. A genética também apareceu em competições de rédeas, Working Cow Horse, laço, Ranch Sorting e Team Penning.
Legado também foi construído no Brasil
Em território brasileiro, os descendentes de Wild Thing DNA somaram 907,5 pontos pela ABQM em sete modalidades, segundo dados apresentados em catálogo comercial recente. Entre os principais produtos aparecem Bryan High Brow Lena, com 305,5 pontos; Wild Vibes Sweet, com 182,75 pontos; e Wild Smart Thing, com 114,25 pontos.
Bryan High Brow Lena, por exemplo, conquistou resultados importantes no Ranch Sorting, enquanto outros filhos alcançaram títulos em apartação, rédeas, Working Cow Horse e provas de manejo de gado.
A permanência dessa genética nas pistas pode ser observada até nas competições mais recentes. No Campeonato Nacional da ABQM de 2025, Smart Jenna Boon, filha de Wild Thing DNA, apareceu entre os animais inscritos na apartação. Já no Congresso Brasileiro de 2026, outro descendente, Betho Thing DNA, também competiu na modalidade.
Uma história que continuará por meio da genética
Apesar da morte do garanhão, o legado reprodutivo de Wild Thing DNA deverá permanecer por muitas gerações. Além dos filhos e netos em atividade, o mercado ainda registra a existência de sêmen congelado armazenado em Campo Grande e Bauru, o que poderá permitir a continuidade de sua produção genética.
Mais do que os ganhos acumulados, os pontos em associações ou os títulos conquistados, Wild Thing DNA deixa sua marca pela capacidade de produzir animais competitivos em diferentes modalidades. Sua morte encerra uma trajetória de 28 anos, mas não a influência de uma linhagem que permanece presente nos criatórios e nas principais pistas do Quarto de Milha.
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias.