Segundo comunicado, reprodutor morreu em 5 de outubro na Alta Genética; poucas doses de sêmen e acasalamentos já realizados darão continuidade à sua genética no Nelore Pintado
O touro Palhaço da V3, descrito por quem apostou em sua genética como um fenômeno do Nelore Pintado, morreu em 5 de outubro, segundo comunicado de homenagem ao animal. O relato informa que o reprodutor estava na Alta Genética, onde permanecia em coleta de sêmen desde o início do ano. A causa da morte não foi informada.
Com 1.425 kg e quase 50 centímetros de perímetro escrotal, conforme os dados apresentados na homenagem, Palhaço chamava atenção pela estrutura corporal, pelas características raciais e pela capacidade relatada de gerar descendentes pintados, inclusive em acasalamentos com vacas brancas. Sua morte interrompe a produção de novas doses, mas os acasalamentos já realizados e o material disponível mantêm a possibilidade de continuidade de sua linhagem.
Interesse pela genética começou em Pernambuco
A trajetória descrita no comunicado passa pelo Nelore JG, em Garanhuns, Pernambuco, onde Palhaço despertou o interesse do responsável pela homenagem. Segundo o relato, a tentativa de adquirir sêmen do reprodutor havia começado cerca de dois anos antes.
“Desde o primeiro dia que vi esse touro fiquei encantado com sua beleza, seu racial e, principalmente, com a capacidade de pintar até vaca branca”, afirma o autor do comunicado.
No início deste ano, ao saber que o animal seguiria para uma central de reprodução, ele decidiu trazê-lo para perto de seu projeto em Patos de Minas, Minas Gerais. A escolha foi feita antes de conhecer o touro pessoalmente, após analisar vídeos que mostravam o animal de diferentes ângulos.
O peso e as medidas mencionados na homenagem se referem à chegada do reprodutor, e não necessariamente ao momento de sua morte.
Palhaço produzia sêmen sexado de fêmea
Além da aparência e do porte, o comunicado destaca o desempenho de Palhaço na coleta. Segundo o relato, o touro produzia sêmen de qualidade, incluindo sêmen sexado de fêmea, utilizado no direcionamento dos acasalamentos para a produção de futuras matrizes.
“Acreditamos muito nesse touro e usamos intensamente sua genética”, registra a homenagem.
O interesse pela transmissão da pelagem pintada aparece como um dos principais motivos dessa aposta. A expressão “pintar até vaca branca”, usada no comunicado, descreve a percepção do autor sobre a descendência do animal. O material apresentado, porém, não informa o número de filhos avaliados nem a proporção de nascimentos com essa característica.
Assim, a capacidade relatada não deve ser interpretada como garantia de pelagem para todos os produtos de seus acasalamentos.
Poucas doses e expectativa pelos próximos filhos
Segundo a homenagem, restam poucas doses de sêmen de Palhaço, mas não foi divulgada a quantidade disponível. O comunicado também informa que sua genética foi utilizada em acasalamentos com doadoras selecionadas e aponta expectativa para o nascimento dos próximos filhos.
Esse será o próximo capítulo da trajetória do reprodutor: acompanhar os animais gerados a partir dos investimentos feitos enquanto ele estava em coleta. A avaliação dessa descendência permitirá observar quais características de Palhaço estarão presentes nas novas gerações.
Na despedida, o autor resume a confiança depositada no touro: “Nós perdemos um touro em que acreditávamos muito, mas a genética dele ainda vai falar por muitas gerações”.
A morte encerra a trajetória de Palhaço como reprodutor em coleta, mas seu legado poderá continuar nos filhos e no material genético preservado. Para quem investiu no animal, a expectativa agora está na formação de uma descendência capaz de dar continuidade às características que motivaram essa aposta.
Veja o vídeo do comunicado:
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias.