Morre aos 71 anos Carlos Pedreira, pecuarista do Nelore e Guzerá e nome bilionário do Grupo GPS

Criador mantinha atuação pecuária na Fazenda Lapa, na Bahia, e construiu trajetória empresarial ligada à expansão do Grupo GPS, que chegou à Bolsa brasileira

Morreu aos 71 anos o empresário e pecuarista Carlos Nascimento Pedreira, nome ligado tanto à criação de gado zebuíno na Bahia quanto à trajetória de crescimento de um dos maiores grupos brasileiros de serviços terceirizados e facilities.

Pedreira morreu na terça-feira (22). Além da carreira empresarial, mantinha uma ligação direta com o campo: criava bovinos Nelore e Guzerá na Fazenda Lapa, na região de Iaçu, na Bahia, e era associado à Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) desde dezembro de 2012. Segundo informações divulgadas após sua morte, o empresário enfrentava um câncer generalizado.

Da pecuária baiana a um dos grandes grupos empresariais do país

A atuação de Carlos Pedreira ultrapassava as porteiras da Fazenda Lapa.

Antes de assumir posição de destaque no Grupo GPS, ele teve passagem profissional pelo Grupo Odebrecht, onde atuou como executivo. Carlos era filho de Nilo Pedreira, um dos fundadores da Odebrecht, reforçando a ligação histórica da família com o ambiente empresarial baiano.

Sua trajetória ficaria especialmente marcada, porém, pelo Grupo GPS.

A origem da companhia remonta a 1962, em Salvador, com a Predial Higienização, inicialmente dedicada aos serviços de limpeza e conservação. Documentos históricos apresentados pelo próprio Grupo GPS ao mercado de capitais registram que Carlos Nascimento Pedreira assumiu a gestão da empresa cerca de três décadas depois.

A partir daí, teve participação decisiva na expansão comercial do negócio, que avançou para novos segmentos, incluindo segurança privada, e posteriormente alcançou mercados como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

O crescimento transformou a operação nascida na Bahia em um grupo de alcance nacional.

GPS chegou à Bolsa em 2021

Outro marco da trajetória empresarial ocorreu em 2021, quando o Grupo GPS realizou sua abertura de capital na B3.

As ações da companhia passaram a ser negociadas sob o código GGPS3, colocando no mercado de capitais uma empresa cuja história já ultrapassava meio século.

A companhia se consolidou em diferentes atividades de suporte empresarial, incluindo limpeza, segurança, manutenção, logística e outros serviços especializados.

A dimensão alcançada pelo negócio também projetou o patrimônio da família Pedreira.

Em 2025, Carlos Pedreira apareceu em levantamento da Forbes entre os brasileiros com fortuna superior a R$ 1 bilhão.

Na edição de 2026 da lista de bilionários da publicação, seu filho, Carlos Nascimento Pedreira Filho, aparece com patrimônio estimado em R$ 1,4 bilhão.

Uma vida que também passou pela pecuária

Apesar da dimensão da trajetória empresarial, Carlos Pedreira manteve presença no agronegócio.

Na região de Iaçu, no interior da Bahia, desenvolvia a criação de Nelore e Guzerá, duas das raças zebuínas de maior importância para a pecuária brasileira.

A atividade era conduzida na Fazenda Lapa.

Sua ligação institucional com a pecuária também era antiga. Pedreira integrava o quadro de associados da ABCZ desde dezembro de 2012.

Após a confirmação da morte, a entidade divulgou nota lamentando o falecimento do criador e manifestando solidariedade à família e aos amigos.

Despedida em São Paulo

Carlos Nascimento Pedreira nasceu em 9 de dezembro de 1954, na Bahia, e morreu na terça-feira, 22 de setembro de 2026, aos 71 anos.

A despedida ocorreu nesta quarta-feira (23), no Funeral Home, em São Paulo.

Sua trajetória deixa duas marcas particularmente distintas: de um lado, a participação na construção e expansão de um grupo empresarial que alcançou escala nacional e chegou à Bolsa; de outro, a ligação mantida com a pecuária baiana e com a criação de Nelore e Guzerá.

A morte foi lamentada pela ABCZ e pelo Grupo GPS, que destacou a contribuição de Pedreira para o desenvolvimento da companhia ao longo de sua trajetória.

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