Demanda da carne bovina chinesa tende a se manter aquecida no 2º semestre e carne suína se aquece e eleva preço médio mensal
As vendas externas de carne bovina somaram volume recorde no primeiro semestre e esse resultado foi ancorado pelos envios da proteína à China e aos Estados Unidos. Segundo pesquisadores do Cepea, considerando-se o comportamento das exportações verificado nos últimos anos – em que os envios da proteína brasileira tanto ao país asiático quanto ao norte-americano se intensificam no segundo semestre –, os embarques nacionais podem se manter aquecidos nos próximos meses e renovar, portanto, o recorde anual.
E, para reforçar estes envios externos, o dólar está operando em elevado patamar, ao passo que as vendas no mercado doméstico seguem enfraquecidas, contexto que deve manter frigoríficos exportadores focados neste canal de escoamento.
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Suínos
A demanda por carne suína está um pouco maior nesta primeira quinzena de julho. Segundo pesquisadores do Cepea, além do típico aquecimento da procura em começo de mês, as temperaturas mais baixas e eventos festivos desta época do ano favoreceram o consumo da proteína. Diante disso, a carcaça especial suína registra média de R$ 9,90/kg (até o dia 12 de julho), elevação de 5,6% frente à de junho.
Quanto aos preços das carnes concorrentes, de frango e bovina, o movimento também foi de alta, mas de forma menos intensa, contexto que reduziu a competitividade da carne suína. Ressalta-se que o aumento na distância entre o preço médio da carne suína em relação à de frango e a diminuição da diferença frente à proteína bovina evidenciam a perda de competitividade do produto suinícola.
Fonte: Cepea