Pioneira no Brasil na cobrança por matéria seca fornecida aos animais, Maximus aposta em transparência, eficiência e alinhamento de interesses com o pecuarista para impulsionar a engorda terceirizada e atingir novo recorde de abates com modelo inovador de confinamento.
A busca por maior eficiência na pecuária de corte tem levado produtores a adotarem modelos cada vez mais profissionais de gestão do confinamento. Nesse cenário, a Maximus Agronegócio projeta ultrapassar um marco histórico em 2026: abater cerca de 110 mil bovinos, superando pela primeira vez a barreira das 100 mil cabeças em um único ano.
Com três unidades de confinamento no interior de São Paulo — em Sertãozinho, Clementina e Sales —, a empresa consolidou um modelo de negócios que rompe com os formatos tradicionais de cobrança do boitel. Em vez de cobrar por diária ou por arroba produzida, a Maximus foi pioneira no Brasil ao adotar a cobrança por quilo de matéria seca efetivamente fornecida aos animais, sistema que hoje representa quase toda a sua operação de prestação de serviços.
Modelo busca eliminar conflitos entre confinamento e produtor
Segundo a empresa, a principal vantagem do sistema está no alinhamento dos interesses entre quem presta o serviço e quem envia os animais para engorda.
Nos contratos convencionais, remunerados por diária, existe um conflito natural: enquanto o pecuarista deseja que o animal tenha o maior desempenho possível, o confinamento tende a controlar o consumo para reduzir seus custos operacionais.
No modelo desenvolvido pela Maximus, ambos passam a perseguir o mesmo objetivo: maximizar o consumo de alimento e transformar cada quilo de matéria seca em mais carne produzida, elevando a eficiência zootécnica do lote.
“O produtor paga exatamente pelo alimento consumido pelos seus animais, enquanto todo o desempenho pode ser acompanhado de forma transparente. Isso gera uma relação muito mais equilibrada entre as partes”, explica Neto Sartor, zootecnista e fundador da empresa.
Segundo ele, ganhos de peso estão diretamente ligados ao consumo alimentar. Por isso, quando a remuneração deixa de depender do tempo de permanência dos animais no confinamento, desaparecem incentivos econômicos que poderiam gerar interesses divergentes.
Transparência reduz distorções na formação dos custos
Outro diferencial destacado pela empresa é a redução das interferências provocadas por fatores externos.

Em sistemas convencionais, por exemplo, diferenças no peso de entrada dos animais, distâncias percorridas durante o transporte — conhecidas como “quebra de viagem” — e até características raciais podem alterar significativamente os custos finais da operação.
No sistema baseado em matéria seca, esses fatores deixam de impactar diretamente a cobrança, tornando a formação do custo mais objetiva e previsível para o pecuarista.
Essa previsibilidade, segundo a companhia, tem aumentado a confiança dos produtores na utilização do confinamento como ferramenta permanente de gestão, e não apenas como solução emergencial durante períodos de seca ou falta de pastagem.
Boitel como ferramenta de gestão da propriedade
Para Pablo Campos, diretor da Maximus Agronegócio, o desafio do setor é transformar a percepção sobre a engorda terceirizada.
Segundo ele, quando um pecuarista envia seus animais para um confinamento, está transferindo um patrimônio de alto valor econômico e precisa compreender exatamente como será formado o custo da operação.
“O boitel só faz sentido quando gera valor para o produtor. É fundamental que ele conheça as regras, tenha previsibilidade e consiga avaliar o retorno do investimento com clareza”, afirma.

Crescimento acelerado desde o início da operação
A história da Maximus começou em 2017, quando iniciou suas atividades em uma unidade arrendada no município paulista de Sabino.
Após atuar inicialmente na quarentena de animais destinados à exportação de gado vivo pelo Porto de Santos, a empresa passou a concentrar esforços exclusivamente na engorda de bovinos em confinamento.
Desde então, a evolução foi constante:
- 2018: cerca de 20,3 mil animais abatidos;
- 2019: aproximadamente 34,7 mil cabeças;
- 2020: cerca de 43 mil bovinos;
- 2025: 96.993 animais abatidos;
- 2026 (projeção): aproximadamente 110 mil bovinos.
O crescimento levou à expansão da estrutura operacional e à formação das atuais unidades de Sertãozinho, Clementina e Sales, que hoje concentram as atividades da companhia.
Modelo atende diferentes perfis de pecuaristas
Além da prestação de serviços de engorda, a Maximus também desenvolveu soluções voltadas à gestão financeira dos clientes.
Entre elas está a possibilidade de realizar hedge da produção, permitindo que o produtor comercialize antecipadamente seus animais ainda durante o período de confinamento, reduzindo a exposição às oscilações do mercado do boi gordo.
Outra ferramenta disponível é a antecipação de recebíveis, modalidade em que o pecuarista pode acessar recursos financeiros proporcionais ao número de animais enviados às unidades da empresa, reforçando o fluxo de caixa da propriedade.
Paralelamente, a companhia também atua no atendimento de programas específicos da indústria frigorífica, fornecendo animais com elevado padrão de acabamento e regularidade de carcaça para marcas premium de carne bovina.
Eficiência passa a ser diferencial competitivo na pecuária
O avanço da Maximus acompanha uma tendência crescente da pecuária brasileira: a profissionalização do confinamento.
Com margens cada vez mais apertadas, oscilações nos custos da alimentação e necessidade de maior previsibilidade financeira, modelos baseados em indicadores técnicos, transparência e gestão vêm ganhando espaço entre produtores que buscam elevar produtividade sem ampliar proporcionalmente seus investimentos em estrutura própria.
Ao projetar 110 mil bovinos abatidos em 2026, a empresa não apenas alcança um novo patamar operacional, como reforça uma mudança de paradigma no mercado de engorda terceirizada: transformar o confinamento em uma ferramenta estratégica para aumentar eficiência, reduzir incertezas e gerar mais valor ao pecuarista.
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